terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Carta aberta de um bebê

Foto de Bruna Rocha/ Instinto Materno


Você me acha muito pequeno para certas coisas mas eu já entendo mais do que imagina.

No início eu sei que você ficou bastante cansada e até teve uns pensamentos ruins. Você é uma boa mãe, acredite.

Errar a temperatura da água, me pegar meio sem jeito ou não saber o que fazer.

Quando eu choro não diminui o amor que sinto por você.

Nossa ligação sempre será muito forte, mamãe. Por mais que eu ainda não saiba falar.

Aquele olhar profundo em seus olhos enquanto estou mamando quer dizer muita coisa... E eu sei que você entende toda essa sintonia.

Quando eu pego em sua mão com a minha ainda bem pequena e frágil eu quero te mostrar que vai ser assim ao longo de nossas vidas, um segurando o outro.

Eu sei que você fica exausta e às vezes quase sem forças, por isso preparo um sorriso quando você me olha com aquele ar de desespero. Você sorri de volta para mim e então nos sentimos bem.

Quando estou um pouco enjoado o calor dos seus braços representa um aconchego que eu nunca vou encontrar igual em outro lugar. 

Eu durmo, suspiro, e você então pensa "pronto, agora vou colocar no berço".
Eu acordei, me desculpa... Não quero sair do seu colo, ainda me sinto desprotegido e você me passa uma segurança enorme.

Ainda está se sentindo insegura mesmo depois de tantas coisas que eu faço querendo você sempre por perto?

Eu acho que não deve ser fácil mesmo essa coisa de amar muito até não saber explicar a intensidade desse sentimento. 

Não deve ser nada fácil acordar várias vezes quando o que você mais quer é dormir e descansar, mas prometo que vai passar.
Eu vou crescer e você vai sentir falta das vezes em que sussurrou em meu ouvido "amo você" e só teve um "gugu dádá" como resposta.

E quando o tempo passar, eu vou fingir que não quero mais essas coisas de dizer "te amo" na frente dos meus amigos, abraços e beijos na rua. 
Mas não liga não, é tudo mentira.
Você sempre vai ser a mulher da minha vida.
A que eu vou procurar no meio da noite de vez em quando, mesmo já grandinho, para pedir colo e aquelas histórias antigas para relembrar como foi boa e marcante a minha infância ao seu lado.

Então, mamãe, fica forte por mim e por você, ta bom?
Temos que aproveitar tudo juntos. 

Eu amo você mesmo quando puxo os seus cabelos ou derrubo toda a papinha na sua roupa preferida e esse elo é eterno, pode acreditar.


Escrito especialmente para o Mãe de família, por - Bruna Rocha. 
Autora do blog Instinto Materno
https://m.facebook.com/Instinto-Materno-851074638307893/



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