segunda-feira, 17 de abril de 2017

Minha mãe foi perversa, eu luto para ser diferente.

"Minha infância foi repleta de maus tratos.  Minha mãe era perversa e narcisista. 
Hoje sou mãe de meninas e tento ser diferente. Nem sempre consigo, mas quero ser melhor." (Resumo do relato da leitora)


Você relatou a história da maioria das pessoas que me acompanha. Somos filhas de uma geração que cresceu com abusos e sempre achou que fosse o certo. Crescemos ouvindo que Deus queria assim, que corrigir com a vara era a vontade de Deus. E que o pai que ama bate. Isso deu muitas margens para todo tipo de violência psicológica e física. 

Sobrevivemos, estamos relativamente bem, mas em nós está sempre a dúvida "será que afinal minha mãe tinha razão?" "Se minha mãe nunca tivesse me batido, eu estaria muito pior?"
E assim agradecemos pela forma com que fomos tratadas...ao mesmo tempo que nos questionamos, "era mesmo preciso?"
Não, não era preciso!
Não, ela não fez bem em te bater, gritar, castigar!
E Não, não agradecemos por isso!

Agradecemos porque nos sustentou. Agradecemos porque nos manteve vivas e sem nossos pais não estaríamos aqui, mas não pelos maus tratos. 

Honraremos nossos pais sendo melhores do que eles.
Honraremos tendo paciência na velhice deles. E não lhes bateremos se, por ventura, cuspirem a sopa quando lhe dermos à boca.

Horaremos pai e mãe, sem lhes apontar os defeitos, mas dando hoje o nosso melhor, criando seus netos com o todo carinho que pudermos. 
Há formas de educar sem punir. A vida por si só já oferece bastante punição.

Ensinamos limites, não os impomos, por que queremos inspirar e não obrigar a serem melhores.

A educação é uma construção diária, e o Mãe de Família está aqui para te ajudar nisto.
Assista o vídeo...





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