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Duvida??? Mulher quando sente cheiro de "coisa no ar"... Sai de Baixo!





Duvida??? Mulher quando sente cheiro de "coisa no ar"... Sai de Baixo!

Nós mulheres, por razões desconhecidas mas de extrema misericórdia divina, temos o sexto sentido. É uma coisa nossa, natural.

Algumas estão menos interessadas na percepção subliminar ou as vezes apenas  subentendida... mas a verdade é que está lá, a espera de ser usado para não se atrofiar.

Somos um pouco paranoicas? Não sei, mas seja lá o que  nos avisa, o fato, é que costuma estar certo.

É aquela vizinha, que tem alguma coisa errada na forma como olha para nosso marido... A empregada que acho que está escondendo alguma coisa, ou aquele momento em que você sabe que estão falando de você lá na China.

Alguns homens tem isso, e estes, tendem a se desenvolver mais, tipo..."paranormais". Mas para nós, mulheres, este sentindo de instinto de sobrevivência nos ensina e mostra muita coisa.
Por isso, você mãe, esposa, gravida, mulher: suspeita de alguma coisa? Liga o alerta.
Cuidado com o excesso de paranoia, mas se acha que alguma coisa "cheira mal" ou cheira bem demais, liga a seta e estaciona.
Não siga por essa direção, espere e avalie o que está acontecendo.
Nunca case se você desconfia do seu parceiro, não dê o remédio se você acredita que não é o certo, (peça uma segunda opinião medica), não coma se você acha que foi cuspido.
 E o mais importante, conte essas duvidas a Deus e peça descanso para sua mente.
Identificar um problema, ouvir a intuição, pode acalmar, e muito, nosso coração.


#maedefamilia #maede3quase4 #maeDináQueseCuide 😛🤫

Não é o que você diz, é como você fala.



Não gostamos quando nos dizem palavras amargas e grosserias. Queremos ser tratados com respeito e carinho, sempre, independente da situação.

Então porque usa palavras tão brutas com seu filho?
“Você não vai sair daqui enquanto não esvaziar esse prato!
Engole esse choro!
Cala a boca, não quero ouvir nem mais 1 pio!
Vem aqui agora...Se não te encho de palmadas!”

Muitos de nós fomos criados com essas palavras… eu sobrevivi, e espero que você não seja um espirito lendo meu texto agora…(risos) Mas e seus relacionamentos, tem sobrevivido?
Seus filhos vão crescer, conviver… Que tipo de palavras você quer que seu filho suporte? Qual o nível de carinho, você espera que ele aceite? E como queremos que eles tratem os outros?

“Mas esse menino é terrível, não faz nada do que eu mando!”
Nessa frase vejo uma pessoa completamente perdida no mundo. Desequilibrada, e precisando urgentemente de amor.

Ai o amor… “é paciente, tudo espera, tudo suporta…” amor não maltrata, ele educa com sabedoria. Ele ama tanto, que mesmo quando ofendido, perdoa e escolhe a melhor forma de exortar.

Amor, não faz por recompensa, faz porque não consegue ser diferente. Amor cuida porque é incapaz de julgar mal. Amor não culpa o outro. Procura antes, se melhorar a si mesmo.
Ai o amor…

O que aprendo com a Joana...

Minha Joana, com 4 anos e meio, é o melhor livro que leio todos os dias.
E agora, durante suas aulas de patinagem, tenho lido muito sobre a vida, meus medos, e o que eu espero do mundo.



O gelo é frio, os patins são botas duras. O ring de patinação está em um shopping, e milhares de pessoas, passam olhando, julgando, criticando... Junto com ela, outras crianças prodigiosas e cheias de talento, fazem piruetas e mostram o quanto ela não sabe nada.
Ela está ainda bem no inicio, e o caminho é longo. Mas minha princesa não entende bem o conceito de tempo. Ano que vem, semana que vem, ou depois de amanhã são distantes, muito tarde, apenas hoje ela sabe o que é.

Lá vai ela, cheia de coragem, força e vontade de fazer.

"O chão está frio mamãe, preciso de luvas" disse ela. E eu tirei as meias do Pedrinho e pus em suas mãos.
Ela cai bastante, mas não se importa com isso, consegue se levantar sozinha. E te garanto, levantar sozinha, de patins no gelo, desde o primeiro dia de aula aos 4 anos, é impressionante.

Eu vou cair muitas vezes na minha vida, tenho certeza... mas o que aprendi com ela, é que a vergonha da queda não existe, quando você se levanta tão orgulhosa e sem medo de tentar andar.



Não conseguir fazer, nem sempre é errar. É uma grande oportunidade de tentar de novo.


Birra de novo? Ah não!!!


Sim, birra é normal, faz parte do desenvolvimento, mas quando é demais?
Existe sim um limite, e recomendo que seja aos 3 anos.
Não que você vá aceitar a birra antes disso, e passar a mão na cabecinha do seu filho sempre que ele se jogar no chão.

Mas a partir dos 3 anos, a coisa tem que ter um stop mais imediato!
Você em 3 anos de vida do seu filho, já deve ter domínio sobre a situação. E não é batendo ou castigando. A real autoridade não precisa punir para ser ouvida. Se precisar é porque não tem autoridade nenhuma, e a culpa é tua.

Teu filho, em casa ou na rua, faz uma birra, por sono, fome ou sem motivo aparente, você deve ser capaz de interromper o "espetáculo".
Sem chantagem ou punição. Apenas porque você olhou mais sério para ele e disse, "agora isso acabou! Quando você se acalmar conversamos para eu entender o que você diz".
Confie nas suas palavras, não seja condescendente, não demonstre medo. Você está salvando seu filho.

Se está inseguro, recomendo que leia os textos do marcador Brirra aqui do blog. Ou use a #birra #stephaniecabrita para encontrar meus textos no facebook.

Decida hoje ter controle sobre a situação. Seus filhos, pedem desesperadamente por limites. Limite sensato é prova de amor.

Ninguém é explorado aqui!


Anos atras, iniciaram uma campanha contra "crianças nos trabalhos domésticos". 
Muitas crianças obrigadas a cozinhar, limpar, lavar e vigiar os irmãos menores. Perdem assim um tempo precioso de brincadeiras, que até apanham por não terem cumprido com seu "dever".

E então entramos em um extremo, onde crianças não podem fazer nada em casa.
E não é assim!
Todos devem ter uma rotina de cuidados com a casa.

E se meu filho se recusar a fazer, ponho de castigo?
Se a ideia é ensinar sobre o prazer da casa limpa, punir não é a estratégia.
Torne divertido, esteja junto e ensine desde pequeno o gosto pelo ambiente organizado.

Tenha lugar certo para tudo, de fácil acesso para seu pequeno conseguir guardar.
Pote para lápis e desenhos, caixas para brinquedos, prateleiras baixas para roupas e até cabides à altura dos olhos dele. Lixeiras, e quem sabe até, uma mini vassoura para varrer COM VOCÊS, ao mesmo tempo.


Ninguém deve ser explorado, nem mesmo o adulto. Os que coabitam trabalham juntos para manter a vida mais leve e salubre.

Papá, teu exemplo é fundamental para que isso dê certo. Trabalhe em equipa, e tenha uma família unida.

Desmentir, mentir ocultar. Meus filhos contam tudo, o que faço? Pergunta da Leitora



"Olá Mãe de Família, sou separada e meus filhos contam tudo que o pais pergunta sobre mim, e agora ele sabe que meu namorado vive aqui em casa. Agora ele não quer mais pagar a pensão. Não quero que meus filhos contem minha vida, o que eu faço?"

Filhos devem respeitar pai e mãe acima de tudo. Mas isso significa que devem mentir para manter a mentira dos pais?

Não.
Quando você falta com a verdade, e seu filho não apoia, ele está te honrando. Demonstram sua boa disciplina quando não mentem.

Cumplicidade não é sinônimo de formação de quadrilha.
Quem está errado? O mentiroso.

Temos aqui duas situações.
No caso em que seus filhos contam tudo sobre você, o mais certo é você conversar com o pai deles, e dizer que não quer que questione seus filhos a seu respeito. Caso ele tenha alguma duvida, que fale diretamente com você, e não "use" os próprios filhos como informantes.

Entendo um pouco a posição do pai, ele precisa salvaguardar a segurança dos filhos. Saber se estão sendo bem tratados, amados, é uma medida de proteção.

Se você faz alguma coisa vergonhosa, esta é uma excelente oportunidade de parar. Se não podem contar, errado, não faça. Recomendo que leia estes 2 texto sobre "segredos" e "omitir". (http://www.maedefamilia.pt/2016/07/voce-tem-rabo-preso.html , http://www.maedefamilia.pt/2016/06/nao-conta-pra-ninguem.html)

Seus filhos não podem mentir por você, nem mesmo omitir.

A outra situação é a pensão.
Pensão é um direito dos filhos e independe da relação conjugal dos pais, a não ser nos casos em que o pais é obrigado a pagar alguma coisa a ex-cônjuge. Se esse é o caso, ele deve rever a ordem do juiz, e fazer um novo calculo da pensão, beneficiando apensas os filhos. Não é justo o ex-marido, pagar as contas do atual. Mas as dos filhos, ou parte delas, o pai TEM QUE PAGAR, assim como a mãe.



Tenha cuidado com o que pede às crianças, sua influência é poderosa. "Tudo o que semear, isso mesmo ceifará", em outras palavras, o que plantar, vai colher.

Crianças CAPAZES, adultos RESILIENTES.

》》”A resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico, dando condições para enfrentar e superar adversidades.”《《 Fonte


 É difícil vê-los segura mal o talher, enchem de comida o chão. Mas é um desafio que devem superar e você incentivar, mesmo com toda a sujeira. É na tentativa e erro, que se descobre como ACERTAR.

Subir as escadas com eles ao colo, é bem mais rápido. Mas precisam tropeçar na subida, machucar algumas vezes os joelhos, ou até tentar subir com mãos no chão, até conseguirem fazer sozinhos. Aprender a ULTRAPASSAR OBSTÁCULOS.

Ouvi-los chorar é doloroso. Mas antes de fazer o mais fácil, que é pegar ao colo e abraçar, você deve sim, apresentar alternativas de distração. APRENDER A SE AUTOCONSOLAR. "Olha aqui essa panela, bate com essa colher e faz barulho".

Lápis e folha em branco, sem desenho, os permite exercitar a imaginação. Tornam-se CRIATIVOS, INVENTORES.

Arrumar o quarto, explicar quanto dinheiro devem gastar nas compras, deixar descascar ou mesmo comer com casca (limpa) as frutas, e inteiras. Não tirar a parte mais dura do pão, não coar a nata do leite, deixar fazer sozinho. Os mostra o quão capazes são. E nessa autoconfiança e preservação natural do instinto de sobrevivência, é que se forma um adulto resiliente. 
Um adulto que não se deixa abater nas adversidades da vida, e que são capazes de "SER CAPAZES", em todas situações.

Minha filha inventa mentiras o tempo todo. Socorro! Pergunta da Leitora.

Boa noite... Eu sou casada e tenho uma filha de 3 anos 3 meses, eu acompanho todas as suas postagem e sou apaixonada pelo modo que você educa seus filhos, estou melhorando muito como mãe ouvindo e fazendo seus conselhos, enfim o motivo do meu contato e que estou passando por um momento delicado na minha vida, minha filha começou a frequentar a escola no começo do ano, e agora ela aprendeu a mentir, tudo é motivo. Ela mente dizendo que estamos batendo nela, mente que está passando mal, e quando vem amiguinhos brincar com ela, mente dizendo que eles estão batendo e puxando o cabelo dela. No princípio me preocupei pensando que ela realmente estava apanhando, mas depois percebi que era mentira. Queria sua ajuda para me ensinar a como lidar com essa situação, já conversei coloquei de castigo, mais não adianta.. socorroooooooo
Desde de já agradeço.. bjus.



Querida Leitora,

Antes de mais, sua filha não é mentirosa, e NUNCA permita que ninguém a chame assim. E NÃO CASTIGUE! Não queremos agregar valor à situação.
Não lhe pressione para descobrir a verdade.
No momento em que você se aperceber da mentira, evite o assunto. Não estou dizendo que você deva esquecer, mas espere algumas horas e observe a evolução da mentira.

Ela continuou inventando? Esses amiguinhos a quem ela acusa de bater, não fizeram mesmo nada? Ela se sente ignorada por você?
Quando o amiguinho vêm a sua casa, você se perde em conversas com a mãe dele?

Nada justifica a mentira, não há desculpas que façam aprovar uma mentira. Mas saber a causa, facilita o tratamento.

Não a faça mentir!

Ontem notamos que uma planta do corredor da casa da minha cunhada, tia da Joana, estava tombada no chão. A Joana anda eufórica correndo e brincando de férias na casa da tia. E quando viram a planta no chão, todos começaram a perguntar acusando: "foi você quem fez isto Joana? Foi você? Olha que a planta morre..."
E ela respondeu com a cabeça, que não.

Nesta situação em particular, eu até penso que tenha sido o Pedrinho, que brincando deve ter puxado uma folha e a derrubou. É um bebê de ano e meio.

Mas foi uma clara situação, em que incentivamos a Joana a mentir.

"Stephanie, foi você quem causou toda essa catástrofe e destruiu o mundo?" Se eu tenho instinto de sobrevivência, provavelmente digo que não, ou me sinto muito tentada a mentir, que se dirá de uma criança coagida.

Como deveriam ter lidado com a situação?

"A planta caiu, uma pena. Precisamos todos ter cuidado para que ela não caia mais. Você me ajuda a proteger a planta Joana?"

Não estou minimamente interessada em castiga-la. O que eu quero como mãe, é que ela não cometa erros, faças asneiras, ou minta. Então, independente do culpado, ensino o certo.

"Você disse que a mamãe te bateu, mas porque eu te bati? Dói em algum lugar? Mamãe te ama e não te quer triste. Vem cá ao meu colo".

Não, eu não estou premiando a mentira. Estou acabando com o rótulo de mentirosa, e dando a chance de ela se explicar.

"Seu amigo te bateu? Oh, que pena, vou ter que dizer a mãe dele, que vocês não podem mais brincar juntos. Não te quero triste minha filha."

Seja sincera e empática.

JAMAIS chame de mentirosa, nem desminta afrente de ninguém, ou sozinha.

Não diga:" isso é mentira, porque você mente? "

Dê a ela oportunidade de voltar atrás na tal mentira. Desmereça o assunto, façam outra atividade, e depois, sente com ela e converse sobre as pessoas que "bateram" nela. Pergunte se ela prefere se afastar, se ela gosta deles, e se você pode fazer alguma coisa para a defender. E quando disser que se sente mal, trate o mal estar dela. Mesmo que seja mentira, alguma coisa lhe dói, e precisa ser "tratado", nem que seja no coração.

Regras são regras!


Estávamos no avião, em viagem de Bucareste à Lisboa, quando entrou um grupo, com cerca de 15 pessoas, que não queria se separar. 
No avião cadeiras marcadas, inclusive alguns assentos maiores, bem mais caros, mas isto não interessava. Eles iam se sentar juntos onde quisessem e ponto final.
Ninguém se interpôs. Os que perderam seu posto, procuraram novos lugares, muito a contra gosto, mas com RECEIO dos indivíduos do tal grupo. Eram uma família de ciganos.

O que me pôs a pensar...
Algumas vezes, por serem crianças, tentamos oferecer privilégios aos nossos filhos, mesmo precisando dar um “jeitinho” e quem sabe até modificando um pouco a ordem do lugar.

A criança chora e o pai diz que ele não precisa ficar na cadeirinha do carro. CRIME!

O que 'que' tem, a criança comer, pegar esse doce no supermercado, arrancar essa florzinha no jardim dos outros, ou fazer barulho incomodando a todos a volta, mudar a regra um pouquinho? Podemos dar só um “jeitinho”.
Não, mesmo que ninguém esteja vendo, você não pode pisar a grama/relva. Está ali escrito "não pise!"

É errado, mesmo que TODOS no lugar consintam que pode ser feito, que está tudo bem, podemos trocar de lugar e mudar nossos planos por sua causa. Não é certo! Estamos dando a resposta errada, e nos fazendo REFÉNS DA FALTA DE LIMITE do outro.

Se não encontra uma lixeira, guarde o lixo até em casa!

Que tipo de sociedade você quer viver?
Existem regras, legais e sociais que fazem nosso mundo ser minimamente organizado. E isso é imprescindível.
Regras são regras e nossos filhos desde cedo, devem aprender o respeito pelo próximo. Mesmo que para isso, ele precise chorar, e você ficar algumas vezes constrangido.

Me irrito, porque os outros meninos passam meu filho para trás! Disse a Leitora.


 "Eu vivencio muito no parquinho a seguinte situação:sempre ensino meu filho a ficar na fila, esperar a vez do outro para usar um brinquedo, essas coisas que deveriam ser corriqueiras em nossa sociedade, mas infelizmente não é! O que vejo é que ele acaba sendo passado para trás, vejo as outras crianças tomando a frente dele, sem um pingo de educação, pior de tudo é que os pais estão ali, vendo também. As vezes me irrito e falo mesmo, que tem que esperar chegar a vez de quem tá na fila. Mas não sei se estou agindo certo. Sinceramente, querer ensinar a coisa certa as vezes cansa... 😕" Natália Monteiro.
Como muitos sabem, minha educação é baseada na seguinte pergunta: O que Jesus diria?
Você está ensinando o caminho certo. Com disciplina, cada um fazendo sua parte, tentando manter a ordem. Seu filho está aprendendo a respeitar a quem quer que seja. A fila é um exercício maravilhoso que não só ensina a saber esperar, como domínio próprio, mansidão, equilíbrio... que como sabemos são os frutos do Espírito Santo de Deus, que já habita em nós que escolhemos a prática do bem e cuidado com o próximo.

Vão tentar passa-lo para trás, em várias situações na vida. E muitas dessas vezes, pode aparentar que os mais "espertinhos" venceram. Mas de fato, que faz o bem, e anda certo, nunca fica para trás, por mais que pareça que todos estão "se dando bem". 

Quem espera sua vez na vida, paciente e sem trair seus princípios, já é vencedor, antes de chegar à meta. Ao ponto que, quem chegou primeiro, sem ordem e coerência, será o ultimo da fila da vida.
"…15Porventura não me é permitido fazer o que quero do que é meu? Ou manifestas tua inveja porque eu sou generoso?’ 16Portanto, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. Pois muitos serão chamados, mas poucos escolhidos”. Mateus 20.15-16


Meu filho foi grosseiro, e agora? Mando pedir desculpas?


É bastante óbvio que ser mal educado não está bem. 
E quando nosso filho faz uma grosseria, nossa cara vai para o chão, vai?
A minha não.
Eu resolvo na mesma hora, e não é com gritos e palmadas, faço a interpretação mais justa possível da situação.

Sem acusar, tento entender o que está acontecendo.
Minha filha não está sempre certa, e a pessoa "ofendida" também nem sempre é uma vítima inocente na situação.

Não peço desculpas por ela, e não obrigo que ela peça. Mas procuro avaliar os fatos e o comportamento dela. E Digo:
 "Independente do que tenha acontecido, você não pode ser má, não deve ofender, ou muito menos agredir. "
"Você tem alguma coisa a dizer? Acha que está fazendo bem? Me explique..."
 O mundo é torto, e tem muita gente má, manipuladora, presunçosa, falsa, e por aí vai... que irrita, incomoda e maltrata crianças. O que não dá direito de retribuir olho por olho.
Mesmo que as vezes para nós adultos também seja difícil não responder a altura de uma ofensa, não devemos permitir que nossos filhos sejam grosseiros.

Se a situação foi visivelmente uma malcriação apenas por parte de seu filho, chame-o a razão apresentando os fatos. Mas nunca obrigue a pedir desculpas.

Seja firme e demonstre seu desagrado com um olhar firme e tom de voz sério. Independente de quem esteja olhando. Sem gritos, mas firme e segura de sua autoridade e responsabilidade com educador.

Devemos ensinar a perdoar e pedir perdão, com nosso exemplo, ensinando como é importante fazer isso. É uma construção de anos, não tente obriga-lo a "aprender" naquele momento. 
Não queremos formar adultos que sentem que pedir desculpas é humilhante, uma punição.

Será que meu filho consegue fazer isso?

Cada criança tem seu tempo, e isso já entendemos bem. Nada de apressar, nem comparar nosso filho. E isso é básico na maternidade.

Mas... como ponto de referencia, vou sugerir algumas atividades que vocês podem incentivar vossos filhos desde bem pequeninos.



Tirar  e calçar os sapatos sozinhos. Permita que tentem se calçar, antes que você o faça.
Na hora de se vestir, podem escolher entre algumas peças de roupa que você apresente.
Deixe que se vistam sozinhos, mesmo que mal.

Colocar roupa no cesto para lavar.
Guardar os brinquedos.
Recolher o lixo pela casa. Dê um saquinho e peça que recolha. Normalmente depois dos 2 anos já são capazes de saber o que é lixo ou não. Mas verifique o saco...(risos)
Depois dos 3 anos já podem te ajudar a colocar o lixo na rua.

Pegar água sozinho para beber.(tente adaptar um bebedouro ou filtro)

Escovar os dentes. Eles devem escovar os dentes pelo menos 3 vezes por dia. Então, sob sua total supervisão, deixe-os escovar sozinhos 2 vezes. Antes de dormir, anoite, os que tiverem menos de 6 anos, você deve ajudar ou verificar a escovação.

Tenha paciência, e desde que começam a andar, deixe-os subir as escada pelos próprios pés, de mãos dadas com você. Demora mais a subida, EU SEI, mas fortalece a musculatura das pernas deles, além de ajudar na associação espacial, profundidade/altura das escadas.

Depois dos 2 ou 3 anos: Lavar alguma louça (não para ajudar na casa,mas para eles desenvolverem a habilidade)
Passar pano nos móveis, estender e recolher a roupa no varal, adaptado a altura deles.
Colocar a mesa e retirar a mesa.

Podem comer "sozinhos"desde os 6 meses. Veja nesse texto aqui.

Aos 4 anos já são capazes de tomar banho completamente sozinhos, ou pelo menos iniciar os treinos.

Eu sei, a tarefa vai demorar mais a finalizar, mas é importante que eles tentem. 
As tarefas na casa, não são propriamente uma ajuda nas limpezas, é mesmo um treino para desenvolvimento das habilidades deles. 
E você, tem alguma atividade simples, do dia a dia, que gostaria de partilhar?

Meus filhos podem ver desenhos, escutar palavrões e podem comer doces.



Comer um doce, seja ele bala, rebuçado, bombom, suco de Ki-Suco de morango, lamber gelatina em pó, e até beber refrigerante. 
Mas... não é um habito da minha casa. Comemos bem, eles me vêm comer frutas várias vezes por dia, meu prato nas refeições costuma ser bem colorido, e eu faço uma limonada deliciosa!! 

Estamos na rua, ela vê chicletes e me pede, eu compro e até como junto. Meu preferido é o de melancia.

Outro dia ela queria provar malagueta, avisei as consequências. Ela disse que queria mesmo assim. Ela está com 4 anos, achei melhor provar na minha frente, do que ir escondida comer. Nem preciso vos contar o resultado, certo? (Risos)

Proibir é a melhor forma de incentivar o pecado. Alias, foi por isso que apostolo Paulo disse que "O fim da lei é Cristo".
Quer dizer que podemos matar, roubar e adulterar a torto e direita? Não. Isso quer dizer que eu até posso, mas eu decido não fazer, porque tenho melhores exemplos e interesse em boas consequências. Tudo que semeamos colhemos, certo?

Ela pode comer quanto sorvete quiser, mas há de me ver comendo um pêssego, e adivinha o que ela vai querer?


E os desenhos e palavrões? 
Tem como você tirar todas a televisões do mundo? Vai tapar a boca de toda pessoa que fala palavrão? NÃO!
Mais uma vez, o certo é eu oferecer melhores alternativas de entretenimento dentro e fora de casa. Explicar sempre que algum desenho "ensinar" a chamar os pais de "papai bobinho", que isso é muito, mesmo muito feio.

Tudo na vida deve ser medido com o BOM SENSO.

Eu não quero usar isso mãe!



Minha princesinha linda é cheia de opinião.
"Eu gosto disso, não quero aquilo. Isso não combina!"
E ela estava decidida a não usar meias! Coisa simples, mas que para um pai/mãe menos paciente e decidido a ser obedecido a todo custo, poderia ser motivo de grande conflito.

"Como assim? Meu filho não TEM que me obedecer? Sou eu quem manda aqui!!!"

Isso depende de dois fatores:
Que tipo de filho você quer criar para o mundo.
Quais são suas prioridades na vida.

Quero filhos que saibam escolher e que tenham opinião.
E minha prioridade é que eles sejam bons, gentis com o próximo e com eles mesmos.

Existem ordens que passam apenas pelo querer e raiva pessoal. Uma necessidade mal resolvida de ser obedecido. Você está frustado e precisa de alguém que esteja abaixo, para que você sinta que esta acima.
E ordens que são limites de amor que você oferece de coração aberto ao seu filho.

Quando íamos sair, eu dizia: "Joana, calça as meias." Ela retrucava dizendo que sentia calor nos pés. Ou que as meias incomodavam.
Comprei meias mais bonitas e confortáveis. Talvez estivessem mesmo apertadas as outras.
Ainda assim, ela não gostava de usar. Colocava e começava a chorar irritada. Dizia que lhe faziam mal aos pés.

Qual era minha preocupação? Que ela estivesse bem, certo? Não estava preocupada com minha autoridade. Eu sei quem sou e sei que ela me respeita. Eu podia dizer: "Eu estou mandando, se você não calçar não vamos ao parquinho". Mas preferi respeitar a escolha dela. Mesmo eu sabendo que ela estava errada.

Até que... ela andando com tênis, sem meias, fez bolhas nos pés, e agora não quer mais andar sem meias.
Ensinamos a escolher, ensinamos a aprenderem com próprios erros, e intervimos com autoridade respeitosa, quando REALMENTE é preciso.

Quem ama educa, não apenas corrige.



Educar está longe de ser apenas correção.

"Vai, você consegue!


Desculpa meu amor, estou nervoso mas não é por sua causa.


Quero que você me respeite. O que está fazendo agora é errado.


Vê esta fila? Temos que esperar. Cada um tem sua vez.


Não se bate em ninguém! Isso é muito mau. Fale o que você está sentindo...


Está com raiva? Vem aqui, perto de mim...Enquanto estiver assim, não consigo te ouvir bem. Fale com calma, me conte o que você sente?


Você quer brincar? Agora preciso terminar essa tarefa, a seguir vamos brincar. "


Dê mais abraços e olhares de doçura, e evite explodir. Se ponha no lugar do seu filho, entenda o lado dele.
Seja firme e calma em dizer não. Quem grita perde a razão, sempre!

Educar é um trabalho de construção diário, feito segundo à segundo. Com nosso exemplo, motivando o exercício do que é bom e saudável, sendo firme em nossa opinião sobre o que é errado.

Quero que meus filhos tenham tudo o que eu não tive.




"Mãe, viu aquele...Eu quero!
Mãe, me dá!!
Mãe, eu não tenho isso..."

Tudo começa numa inocente vontade de agradar, preguiça de brincar, ou vontade de compensar sua carencia de consumo pessoal.

Você quer que ele brinque sozinho e compra-lhe brinquedos. Que pare de pedir e compra. Que tenha o que a filha da sua amiga tem, e compra.

Porque a menina da vizinha está com um vestido lindo do Frozen ou sei lá qual marca, então, sua filha não pode parecer mais pobre, ou menos bonita que ela.

A comparação é um vazio que nunca será preenchido. Mesmo que você tenha tudo o que o outro tem. É um buraco infernal.

Os valores estão em como brincamos, e não nos brinquedos que temos.

As roupas são para nos vestir, e não para sermos um boneco dentro da marca.

O dinheiro nunca será o suficiente, o ter nunca será muito, até que um dia, nem todo consumo do mundo lhe preencherá o vazio de sua carência. E veremos muitos adultos comprando jogos ridículos e caros para seus games, calças da marca tal caríssimas, apartamentos luxuosos e alimentando suas famílias com uma fome de ter, ter e ter aquilo.

"Ensina o menino no caminho em que deve andar" E que caminho é esse? O caminho de valorizar pessoas, e não coisas. Esse é o evangelho, essa é a verdadeira prova de amor. Bom senso!

Meu filho não me respeita, a culpa é de quem?


Respeito não se impõe, conquista-se. Em contrapartida, educação parte de cada um, independente de se respeitar ou não o outro.

Como assim?
Posso e devo exigir que meus filhos sejam educados com todo mundo, mas não posso impor o respeito pelo próximo. Até posso tentar, mas admiração vem de dentro, é individual, e nisso, ninguém manda.

Respeito pressupõe admiração. Interesse, vontade de saber mais,conhecer, querer estar perto.

Se seu filho não lhe respeita, a culpa é toda e apenas sua. Entender isso é muito importante, e admitir seu erro fará toda diferença. Não pode culpar a mais ninguém, isso é fato.

Seja lá o que você tem feito, não está dando certo. E a "tática" certa é simples. Você precisa conquistar seus filhos.

Por mais zangado que você se sinta com a rebeldia, é importante entender que a única "arma" contra a ira, é o amor.

Mas vamos a prática do amor.
Criança precisa de demonstrações de afeto, e isso não significa apenas beijos e abraços. Você precisa conviver de verdade com ele.
Ensinar com carinho, brincar, conversar, OUVIR, e ser paciente.

Ter uma rotina no mínimo de 1 vez por semana de convívio de qualidade. Em um parque, um passeio, construindo alguma coisa, nem que seja montando uma cadeira... mas tenha um momento normal sem autoritarismo, e conquistando aquela criança que alem de seu filho, é uma pessoa.

Meu bebê de 1ano e meio, não me obedece!



Tudo tem um contexto, eu sei... e você não tem os mesmo problemas que eu, que a sua vizinha, ou que aquela outra mãe no parquinho de hoje de manhã...
Mas acredite, o motivo do seu filho é o mesmo:

  1.  Ele tem sono, fome ou dor...aqui o tratamento é óbvio.

  1.  Ele quer brincar, precisa ser visto, ouvido, "sorrido".

Mas você está no cartório, assistindo ao casamento da sua única irmã, e ele não para quieto.

 PREVENÇÃO!
Tenha lápis (giz de cera de preferencia) e papel para ele desenhar,  tenha o ursinho preferido, tenha comida fácil (banana por ex.), água e prenda a atenção dele.

Olhe para ele, nos olhos (importante) e diga com carinho, mas séria : PARE!
e em seguida ofereça a distração que você já trouxe de casa.

Não saia do ambiente que você está! A não ser que você não queira mais voltar (meu truque para fugir de reuniões chatas rs).
Mantenha-se calma, não demonstre ódio, todos entenderão. E por mais feia cara sua tia avó faça, não fique com raiva, continue sendo a mãe do seu filho e não dos chatos que pelos vistos nunca tiveram infância.

Em casa, seu filho traquina não para de desligar a playstation com o dedão do pé (hum..que específica rs), nesse caso, o tratamento é exatamente o mesmo.

Avalie qual dos dois motivos (citei acima), e trate da mesma forma. Assim, na rua ele entenderá o que se passa e terá a mesma postura.


Em casa,você não tem olhos e caras feias dos outros. Por sua vez, está firme, calma e não passa ansiedade da frustração de ser mal vista.
 Por isso é muito importante na rua você manter seu espírito "TÔ NEM AÍ" para as críticas alheias, enquanto acalma seu filho.

Não deixe de ir aos lugares, mantenha uma vida social, em horas normais para uma criança (antes das 22h deve dormir). E ensine desta forma, com TERNURA a parar e se entreter nos seu próprios afazeres. Por isso a importância de ter o material de prevenção que citei.

Dica final: Na igreja, mantenha a mesma postura. Se houver um desabamento e todos morrerem durante a missa-culto...(DEUS NOS LIVRE!) se tem alguém que vai para o céu, é seu bebê. Já aquela pessoa que te manda calar, e sei la mais quem... hum... esses só Deus sabe. Mantenha seu respeito pelo próximo, mas sua prioridade é seu filho.


Meus filhos podem comer TUDO o que QUISEREM!



"Oi boa noite me tira uma dúvida como você lida com a alimentação dos babys! Comem tudo ou você é  estilo mãe neurótica rsrs não pode nada!"

Tenho um texto que escrevi sobre isso. Meus filhos comem TUDO!!! mas... antes de fazer 1 ano, meu Pedro ia apenas provando as comidas. Eu tenho alergias alimentares e muitas intolerâncias. Por isso, por saber na pele a dor intestinal, e o perigo de uma reação alérgica, antes de fazer 1 ano, foi tudo em pequenas provinhas alimentares. Deixo aqui o link... O que os bebês podem comer.

Eu permito que comam o que quiserem, mas eles querem comer o que eu como, e o que tem em casa.

Tenho uma alimentação bem saudável e simples. Não sei cozinhar muito bem, alias, comecei a fritar ovo depois dos 20anos. Opto sempre por comidas fáceis e por incrível que pareça, são as que têm menos molhos e temperos gordos, por sua vez, ficam mais saudáveis.

Não compro doces, sorvetes e coisas gordas. Porque? Não tenho habito de comer. Me esqueço deles no congelador. Mas AMO melancia,  pêssego, maçã verde (essa vai de fases da vontade por aqui) , uvas bem docinhas, e banana. Sou apaixonada por abacate e cerejas frescas.

Muitas dessas frutas, como o abacate, são muito calóricas, mas também bastante nutritivas. O que vale muito mais apena, do que um super sorvete de chocolate.


Sempre que comemos fora (1 vez por semana no mínimo), tomamos um sorvete de chocolate, ou mesmo um cone de sorvete do McDonald. Eles podem, comem, mas escolhem pelas opções que apresento,sem pressão...mas o que eu como, sempre parece mais gostoso para eles.

"Tudo me é licito... mas nem tudo me convém" né? 

Por isso, faço questão que eles conheçam tudo o que há no mundo, sem leis proibindo. E mostro o que é melhor com meu exemplo, como Jesus fez ...:)

Muita calma nessa hora!



Minha filha está muito chata. Está em um momento de descobertas existenciais, uma de tantas que já teve e que ainda terá. Mas agora está com momentos de gritos, calma, choro, alegria, irritação.
Cansa muito! É chato mesmo! Beirando o insuportável.

Mas...

Eu sei que é uma fase necessária, ela precisa passar por isso, agora enquanto criança. E eu preciso ensinar o que cada sentimento significa. Ou tentar faze-la entender cada humor.
"Você está gritando, está frustrada né? Não consegue fazer o que precisa. A gola da camisa encolheu foi? Eu entendo, é chato, mas não precisa gritar por isso. Basta me pedir ajuda."

"Está com raiva porque? Está entediada? Te falta alguma coisa para fazer?Assim que eu terminar de lavar a loiça, vamos fazer sua atividade das letrinhas, esta bem? Ajuda a mamãe a fazer rápido. Trás os copos da mesa"

Milhões de motivos e motivos nenhum ela tem o dia todo. É preciso muita paciência. Mas ser educador é assim. São crianças, e ainda estão aprendendo a sentir.
A forma como lidamos com isso agora, será fundamental para o desenvolvimento emocional dela no resto de sua vida.
Muito provavelmente não terá todas as memórias conscientes desta fase. Mas o fundamento vai ficar e será o alicerce para a construção de todo seu futuro.

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