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Meu bebê puxa os cabelos...



Esse é daqueles textos que posso escrever em primeira pessoa. Meu Pedrinho adora se agarrar aos cabelos da irmã.
Doí? Muito!!! Já puxou os meus, sei bem a dor.
"Então, você não dá nem um tapinha na mão?"
NÃO!!
Aliás, a Joana sabe bem, e prefere dar um grito de "ô mãe!!!!!" do que empurrar e bater no irmão. Já tivemos essa conversa.
E porque? Bem...no caso da Joana, ela sabe que tudo que vai, volta. E não é maldição, é obviedade. Se ela bater, ele aprende e mais tarde ou mais depressa, vai bater nela.

Bebês puxam cabelos desde que nascem. É uma causa e efeito rápida. Assim conseguem atenção imediata.

Na hora em que puxa, tenho apenas o cuidado de tirar sem demonstrar raiva, e evito que os cabelos machuquem os dedinhos dele. Sim, cabelos podem cortar como navalha.
E depois, corrijo. " Não, é feio!" E trocamos rapidamente de assunto. Dando menos importância possível para isso. O que ele quer é atenção, e essa atenção de "briga" não é saudável.
Focamos em outra coisa mais divertida e pronto.

Atualmente, ele está com 1 ano e 4 meses, e já dizemos "solta Pedrinho"...e ele abre a mãozinha fazendo carinho. Se é para ser "espertinho", que seja fazendo o bem.

Minha Joana também adorava puxar meus cabelos, e o tratamento foi o mesmo. Alias, você muito provavelmente também puxava. Pergunte sua mãe, se puder. E agora, anda puxando cabelos pelas ruas? Espero que não.
É uma fase, e passamos por ela, da forma menos marcante possível.
Sempre corrigindo, sem agressões e dramas. Mas tratando a causa primaria de quase todos os "males" da humanidade: Necessidade de atenção!

Lugar de bebê é no COLO!



Qualquer ser humano, quando se sente seguro, não vive implorando atenção.

Independência emocional, para ser positiva, precisa ser baseada na autoconfiança.

E como estímulo a auto confiança? Não ignorando, sendo presente na necessidade, e nunca deixar implorar por amor.

Quer ter um bom relacionamento com alguém, grande ou pequeno?
Mostre-se presente. 
E para um bebê, presença significa suprir as carências de fome, colo, contato.

Quer criar alguém carente e dependente emocionalmente? Ignore! 
Na melhor das hipóteses, se você ignorar bastante, essa pessoa também há de desistir de te conquistar.  Na pior, vai ficar mentalmente instável, desiquilibrado. Literalmente doente mental, por falta de colo.

Resultado: Um adulto com aparência de mimado que se habitua a chorar por tudo que quer. Aprende a falar sempre implorando, e mandando (oscilando humor). Toda e qualquer frustração, estará associada ao trauma de abandono que sofreu em sua infância.

Entenda de uma vez por todas, amor sincero apenas pode gerar amor sincero. "O perfeito amor, afasta o medo".

Em mim ninguem manda!



"Rápido, se veste logo!" "Vem cá agora!" "Eu já disse para você pegar todos esses brinquedos daqui!"
"Anda que eu tô mandando!"
E se eu falasse assim com você papai e mamãe?
Quando você está perdido sem saber onde comer, ou que roupa vestir. Como você gostaria de ser tratado?
 
Preferia receber uma ajuda amiga, ou um grito de " eu já te disse!!"? 
Mas se eu te ajudar você vai ficar dependente e nunca vai aprender sozinho. Então eu não vou te ajudar.

Pois é... muitos pais têm feito assim com seus filhos. Eu já fiz... mas meu termômetro interno aqueceu, e percebi que não podia estar certo. Mesmo que muitos "profissionais" dissessem que meu filho tem que me obedecer sem contestar, eu sentia que isso não fazia sentido. E o pior, afastava-me do meu bem mais precioso.

Existem opções mais inteligentes para conquistar a colaboração de alguém,mesmo que seja de uma criança. Temos apenas que seguir nosso senso de humanidade, aguçar a empatia e paciência.



"Oi meu amor, foi bom brincar. Vamos juntar esses brinquedos todos? Vem...mamãe pega a caixa para você.
Olha princesa, eu sei que você quer estar bonita hoje, mas a mamãe está atrasada. Temos que ir ao medico. Veste esta roupa aqui. Vou levar essas calças para o caso de ficar frio.
Não quer usar meias? Pode fazer doidoi no seu pé. Mas eu entendo. Vou levar na bolsa, se começar a doer você usa, está bem?
Não quer comer agora? Uma pena, fiz com tanto carinho. Vou guardar, e daqui ha pouco você come.
Ou...que tal um piquenique no chão da sala... espera que vou pegar a toalha para por no chão."

Ha formas e formas de dizer as coisas. Se com um adulto você procura os melhores argumentos, por que com uma criança deve ser diferente? Respeito gera respeito. "Aquilo que você semear, isso mesmo ceifará". E entenda de uma vez por todas... medo e amor, não convivem. "porque o perfeito amor, lança fora todo o medo".

A casa está cheia de brinquedos coloridos e caros, mas seu filho não para de choramingar?



Sabe aquela pessoa, que não importa o quanto tenha, está sempre infeliz? Pois é... você pode estar formando um.

É claro que podemos dar brinquedos aos nossos filhos, mas temos que ter as motivações certas.

Você compra um brinquedo a pensar no que? "Ah...com esse ele vai ficar quietinho e vai me deixar em paz algumas horas" ou diz coisas do tipo "você tem tantos brinquedos, vai brincar sozinho" ?

Acredite, eles trocam qualquer brinquedo por uma rotina de brincadeiras em família. Qualquer jogo no computador, tablet e sei la oque, por um jogo de bola, ou uma historia contada com carinho. Até mesmo, te ajudar a descascar cebola. Desde que seja feita com tua boa vontade.

Minha dica é: quando for comprar um presente, pense em como você vai usar ele. Sim, você, não seu filho.
Porque não adianta comprar uma bicicleta ao seu filho de 3 anos, se você não vai sair para andar com ele. Ou pelo menos estar ali de olho, interagindo.

Uma rotina de brincadeiras, de jogos de historias, sai até mais barato.
Basta esforço sincero.



Não crie um ser humano consumista que precisa tentar tapar o vazio com todas as bugigangas coloridas do mercado.
Eduque pessoas que valorizam a existência do outro, e saibam ocupar seu tempo, dando e recebendo carinho de verdade.

Estudo confirma que: Mais importante que horas de estudo, é o nível de autoconfiança dos nosso filhos.




Investir no carinho, dar bons exemplos, estimular a superação, e interesse em atividades desafiantes, são fatores determinantes para o sucesso escolar.

O projeto aQeduto, avaliou os resultados dos exames de Pisa, (Programa internacional de avaliação de estudantes) e dentre outras, concluiu que a perseverança e a autoconfiança são características predominantes nos alunos que obtiveram os melhores resultados.

Pais e educadores que acreditam no potencial de seus filhos, e incentivam a superação dos obstáculos do dia a dia, estão formando pessoas capazes.

Sem gritos, sem traumas. Pais saudáveis educando filhos ilimitados para a vida.
Mantenha-se por aqui, no Mãe de Família, porque a Jornada é longa, mas estamos juntos nessa caminhada.

A baguncinha que pedi a Deus.



Antes de dormir, indo em direção a cama, sem querer chuto um carrinho.  As luzes já estavam apagadas,e eu nem vi o bendito.
Pensei meio zangada... mais um? Quem deixou este aqui?
Na mesma hora, me veio a mente um pedido que fiz à Deus, há exatos 10 anos.
Com 23anos, feliz no auge da minha mocidade, durante as férias de verão da minha faculdade de medicina. Estava na praia de Valdelagrana em Espanha, sentada sozinha na varanda do apartamento, 4°andar de frente ao mar, olhando o pôr do Sol. Cenário paradisíaco...e eu me senti só.
Parei o computador portátil, meu melhor amigo de estudos e conversas...e disse à Deus. "Pai, da-me uma família. Quero um marido amoroso e fiel, que não seja mesquinho, quero uma família grande, cheia de barulho no natal. Não quero nunca mais me sentir sozinha".

E ontem, olhando aquele carrinho no chão... me senti a mulher mais realizada do mundo.
Muito em mim mudou, física e psicologicamente.
Hoje, meu conceito de felicidade, inclui crianças fazendo barulho e brinquedos espalhados.
Obrigada meu Deus, pelos carrinhos no chão e a panelinha vermelha que está sempre no banho.

Obrigada por realizar os desejos que nem eu sabia que tinha no coração, e me fazer todos os dias querer ser a Mãe de Família.

Não aguento mais, ele está insuportável!


"Birrento, chora para tudo, bagunça tudo, não dorme, responde mal, grita, agressivo, impossível,  reclama, não faz o que eu mando, me deixa maluca!

Sim, estou falando de você. Você é assim e não aguento mais! "

Como se sentiria se ouvisse essas coisas, várias vezes por dia. Se sua presença fosse quase um incômodo. Como você se comportaria?

Mesmo que nem sempre você use essas palavras, se demonstra com seus atos que está o tempo todo irritada com as atitudes deles, que nada o que fazem é bom,  o comportamento deles com certeza será o pior possível.

Se você chega no seu trabalho, ou perto dos seus amigos, e todos fazem aquela cara de medo, "saco cheio", de raiva ou tédio...

Então como quer que seus filhos tenham boas atitudes,se não se sentem minimamente admirados?

Eles se sentem bem, em paz felizes e confiantes? Ou inseguros, nervosos, se estressam por tudo e por nada,e já começam as conversas em tom de choro?

Faça uma lista das qualidades deles, agora comigo.

É bom? uma pessoa boa, caridosa, gentil, tímida e divertida.

Um explorador,aventureiro? Salta no sofá, esconde coisas em casa, tira coisas das gavetas para ver o que tem...

Cheio de energia e com vontade de viver? Te pede para brincar, é o primeiro a saltar da cama para começar o dia. Acorda feliz e pronto para as descobertas...

Cientista nato? Curioso, quer saber tudo, onde? como? Quando? Porque? Para quê?

Trate seu filho com mais admiração e orgulho. Seja sincera, fale coisas mais positivas sobre ele. Com certeza, isso vai transformar as atitudes menos boas em vontade e esforço para ser sempre admirável.

Mude seus olhos, se seus olhos forem bons, tudo será bom. Se forem maus, tudo vai te parecer ruim.

Qual filho eu amo mais?



Quando Pedrinho nasceu, tive muito medo de mudar minha atitude com a Joana. Durante 3 anos ela foi o centro das atenções, e de repente estava ali o Pedro.

Sim, porque a fase da gravidez para eles, não faz tanta diferença quanto imaginamos. Depois do bebê nascer, é que eles sentem na pele a diferença. Além do meu cansaço, ela percebeu a ausência de espaço no meu colo.

Foi aí que eu realmente parei para avaliar minha conduta e ver como eu devia agir. Nesse momento escrevi o "contrato de maternidade". Decidi que eu seria única para cada um, como indivíduos que eles são. Cada um deveria receber a mesma dose de mim. Quando estou com menos para dar, explico aos dois. Mesmo que por enquanto, apenas um entenda. Mas ela percebe que não estou favorecendo ninguém.


Um é tratado como "grande" e todas as vantagens que isso trás. O outro como "bebê" com todos os benefícios que tem direito.



O mais engraçado foi a reação do meu marido... Ele dizia " mas o bebê não faz nada" rsrss não sabe brincar...

Ele já se tinha habituado a uma criança interagindo. Reaprendeu que, ela para responder, teve que ser adequadamente estimulada. Com Pedro não podia ser diferente.

Mesmo que o bebê não se lembre, as memórias estão lá, e são responsáveis pelo que sente em relação a nós e ao mundo, hoje e amanhã. Os abandonos, os carinhos, os sorrisos e a paciência demonstrada. 





Criança não entende bem as indiretas (até hoje, eu não entendo) e principalmente, não interpreta os gestos como nós. Por isso, além de boa conduta e atenção, temos sempre que falar, com palavras adequadas à idade, do enorme prazer que temos em sua companhia e o quanto os amamos.

Eles precisam disso... confesso que as vezes, eu também.

Mãe duas caras, todas somos um pouco.



Em casa a mãe está sempre ocupada, meio fria,distante e reclamona. Na rua, na igreja, ou na frente de outras pessoas, ela é a mãe modelo.

Calma, não saia atirando pedras.... todas nós somos um pouquinho "duas caras". Algumas mais, outras menos. Isso causa uma confusão horrivel na cabeça dos filhos, pequenos e grandes.

Aquela mãe que em casa só briga e bate, e na igreja é quase uma santa, que ama e protege os filhos de todos (menos o dela).
Essa mãe não só faz mal aos filhos como a ela mesma.

Começa por ser inocente. Afinal de contas, os da rua não tem que aguentar seu mau humor. E os de casa tem?

Eu sei que, roupa suja se lava em casa,mas não viva em uma lavanderia com seus filhos e marido. Há tempo para tudo na vida, e as broncas devem ser pontuais e não uma rotina, sinônimo de casa.

E se você não consegue, já vive com raiva e nem sabe porque... procure já ajuda medica. Pode ser que seus hormonios estejam precisando ser "regulados" e há medicação e terapia para te ajudar.

Você muda em alguma coisa quando tem visita, a sogra está olhando, ou quando estão em publico? Oque é? "Avalie-se o homem a si mesmo" já dizia apostolo Paulo em carta aos Coríntios.

Pior do que ser órfão, é viver com uma mãe que oprime, confunde e destroi todos os dias, a paz de um filho.

Este texto cabe perfeitamente aos pais também. Não sejam bonzinhos apenas para os de fora. Valorize e cuide de sua família. Não adianta o sucesso la fora se você perder os da sua própria casa.

Surto de mãe faz bem à saúde...


Pisada de galinha, não faz mal ao pintinho...
Sim, digo afirmo e reafirmo!
Um grito, um momento de surto da mãe, pode sim fazer muito bem aos pequenos.
Somos seres humanos, temos nossos momentos piores e melhores. E isso não é apenas dentro de casa, é na vida. E quanto antes todos entendermos, e aprendermos a perdoar isso, melhor!

Falhamos, erramos, "fazemos xixi fora do penico" de vez em quando. E essa figura materna hollywoodiana, em que a mãe é um poço de paciência e compreensão, me parece insano.

Não devemos passar o dia aos gritos, viver brigando e sendo intolerantes, mas a corda, uma hora tem que romper. Esticamos, esticamos, esticamos...  Mãe amorosa, brincalhona,divertida e tolerante,tem que ter um limite.



As crianças precisam sim de frustração. A vida é frustrante!
Não que você deva passar o dia dizendo não e frustrando propositalmente seu filho, mas na hora em que ele apronta de verdade," de verdade MESMO,  você pode surtar.
Evite, mas se acontecer, não se sinta culpada. É sinal de saúde mental.

Pais saudáveis dão um grito de vez em quando, e crianças saudáveis desobedecem.  Mas por favor, nunca deixe passar mais do que 10minutos de surto... atenção e bom senso. Sem agressões físicas e psicológicas. Tudo tem um limite.

O importante é saberem que, vocês tem momentos de "crise" mas que, perdoam todos os erros deles. "Extrapolam sem agredir", ensinam como deve ser e abraçam mostrando que amam.

E a mãe que nunca surtou (com filho com mais de 1 ano) que atire a primeira pedra!

Registro de memórias...



E se você pudesse dizer alguma coisa para seu bebê, para seu filho que parece não entender nada, sobre o que aconteceu hoje, mas no futuro?

Quando minha Joana nasceu, criei uma conta de email para ela. Alias, ainda estava grávida.
Ali, sempre que me lembro, escrevo algumas linhas.

Uso para enviar fotos e vídeos dela para a família, já a pensar em ter um registro feito para ela mesma. E o melhor, com as respostas e reações dos tios, primos e amigos que farão sempre parte, de alguma forma, de sua vida.

Tenho poucas fotos minhas de quando bebê, apenas 2. De resto ouvi as poucas histórias que minha mãe se lembra. Diz que foi tão intenso, não se recorda bem.
A gente pensa que nunca vai se esquecer... Mas como ela disse, é tanta coisa, tanta novidade por dia, que a memoria se perde.

Então tive essa ideia...
Primeiros desenhos, primeiros dentinhos, primeiros "grunidos", primeiras emoções, birras, brigas e gargalhadas. Tudo ali, escrito, singelamente para ela. E agora também para o irmão.

Eu sei, que o email pode se perder. Talvez deva começar a imprimir, salvar em outros arquivos, colocar em uma cloud (nuvem virtual)... e nem assim ficaria resguardado. Mas quero arriscar e tentar. Se não der certo, pelo menos, sou feliz no processo.

A sonequinha do Bebê.



Bebê está cansado, com sono... você pode e deve tentar propiciar um bom ambiente para ele dormir. Mas tentar fazer o bebê dormir, porque você acha que é hora, pode te dar muito stress. 
A cada mês, os bebês dormem menos.
Depois dos 7meses, eles chegam a fazer apenas 2 sonequinhas curtas ao longo do dia... e depois de 1 ano, uma.
Cada bebê tem suas próprias vontades. E não vale a pena a peleja, de colocar para dormir a toda força. Vai ser mesmo traumático para vocês dois.

Relaxa, aproveite seu tempo com o bebê acordado. Muda seu foco e "desiste" da sua rotina antiga. Esteja aberta para mudanças.
Arrume a casa em outra hora, tome banho com o bebê (se já tem mais que 7meses e senta), divirta-se com ele... adapte-se.

Ter filhos é ser criadora não apenas de uma vidinha, mas também de um novo modo de vida.

Os pais se adaptam aos filhos ou os filhos aos pais?


Já li e ouvi, muita gente dizer: "o filho tem que se adaptar a casa, e não a casa ao filho". É uma daquelas afirmações com cara de verdade,mas que para mim não faz sentido.
E meu argumento não é "eles não pediram para nascer".
Como diria minha irmã... O ponto é mais em baixo. (Risos)
Eu gosto de ser mãe, e aceito o personagem com tudo que tem direito. Faz parte da minha persona, eu sou, não apenas estou mãe. Traduzir isso para o inglês ficaria engraçado. (To be or not to be)
Minha casa é um ambiente para crianças. EU Stephanie, adulta com 33 anos, posso ter tapete colorido com estrada de carrinhos na sala. Pratos e copos de plastico na cozinha.

Vou dormir cedo, e nem dá para ser diferente, eles acordam muito cedo também. Nós, juntos, fizemos nossa rotina. Um dia de cada vez.
Não, eu não os obrigo a estarem em jantares de amigos e festas de adultos, porque "eu não devo deixar de ser eu".
O Eu, mudou, agora sou Nós! Escolha feita! Decidi que seria assim, aceitei, e estou grata por não estar na mesma rotina de antes de engravidar.
O que nós gostamos de fazer, agora é sinônimo de eu. O eu deixou de existir? Não, ele evoluiu. Somou!
Amanha ou depois ele evolui de novo, e assim até morrer.
Meu coração, minhas escolhas , meu jeito mudou.
Me converti à maternidade.
Cuido, amparo, me entrego diariamente. E não é que tenha me anulado, apenas estou diferente.
Com bom senso, sem andar com a peruca da Emília, do sítio do Pica-Pau amarelo pela cidade, mas sim, vivo por eles. (Não disse que nunca, rsrsrs)
Minhas escolhas são reais, de gente real. Viver um mundo, em que crianças tem de se adaptar, e comportarem-se como um adulto, é que é fantasia. 



"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." Eclesiastes 3.1
Eles nasceram e eu renasci.
E esse é tempo de, com eles, viver a infância deles. Este é meu momento mãe de criança.

Por favor mamãe...




Ontem brincava com minha filha na piscina... e lhe dizia :"para de me jogar água, se não eu saio". Joana adora essa brincadeira. Atira-me a água e ri contente.
"Por favor mamãe, não sai... brinca comigo".
Ela não sabe o poder que essas palavras têm sobre mim.

Neste mesmo momento, parei para refletir.
Sim, na piscina, vigiando meu filho mais novo e brincando com a mais velha, parei segundos para refletir. Coisa de mãe...
E percebi as barreiras desnecessárias que criamos para nós mesmas o tempo todo. E tomamos essas barreiras como verdades absolutas.

É hora do almoço,se não comer agora, eu fico furiosa e obrigo a comer?
É hora de dormir, se não pararem de brincar já, vou te por de castigo?
Faz o que estou mandando agora, se não....
Para de me jogar água feliz e brincando na piscina, se não, eu não brinco mais contigo.

Acho que se ela fosse adulta agora, diria:
"Mãe, não quero comer agora. Daqui há pouco, quando eu tiver mais fome, como. O importante é eu ser alimentada, e nem sempre tenho fome a mesma hora.
Se eu brincar muito, se tiver meu dia bem feliz, vou dormir naturalmente sem brigas. E quando não quero dormir já, é porque estou feliz com sua companhia e quero aproveitar um pouco mais.
Você está mandando e mandando...e não me explicou porque realmente devo obedecer. Não sou burra, eu entendo.
E mãe, piscina é lugar para se molhar... brinque e seja feliz comigo. Seu cabelo você arruma depois. Desfrutar minha infância, só podemos fazer agora."

Eu sei, nem sempre conseguimos fazer assim. Temos uma barreira em nossa cabeça, que nos diz que eles estão errados,  que agir assim é permissivo e insensato. Que os devemos podar, corrigir, dizer não o tempo inteiro.

Será?

Quem disse que tantas regras e proibições os torna sensatos? Até Jesus veio para ensinar que quem vive amando e sendo amado, age bem, independente das regras impostas.

Espero que, todo amor que estou dando, todas as barreiras que estou transpondo, a façam ser feliz, aproveitando o máximo cada fase de sua vidinha.

Vou continuar aprendendo com ela, com uma criança, a viver. E todos os dias ela me ensina que, muros, limites e limitações, foram feitos para serem ultrapassados.

Mãe fazendo bullying nos proprios filhos




Hoje acompanhei um caso que me fez acordar para uma realidade assustadora: Muitos pais estão acabando com o bom caráter dos filhos.
Uma cena que me deixou triste.

Uma mãe envergonhando a filha.
Irritava a menina de 7 anos,  com palavras idiotas e debochava sutilmente. Ou seja: bullying feito pela mãe.

Ela gritava, zangava-se e até batia na mãe.
Quem apenas observava a cena, pensava que a menina era terrível. Mas eu ouvi tudo, e percebi que a agressora era a mãe.

Conseguem imaginar a frustração dessa menina? A mãe a tratava como se ela fosse uma incapaz e desajeitada. A filha se irava, e revidava. E a vítima, era acusada de ser má, birrenta, chata.

Eu confesso que parei para me auto avaliar. Será que eu também faço isso?

Quando seu filho começar a se desesperar, ficar nervoso... irritado e até indo contra você. Pare e encontre a SUA culpa. Resolva a situação, melhorando a sua atitude, antes de corrigir a do seu filho.

Era o que Jesus dizia sobre tirar a trave dos nossos olhos antes de ver o cisco no olho dos outros.

Aquela mãe, que fazia bullying, claramente apontava os defeitos todos a filha, e não se enxergava. Também... com uma trave daquelas no olho, ela nunca vai conseguir. E tudo o que ela vir nos outros vai parecer mal. Porque os olhos dela estão irritados, obstruidos.


Eles não são apenas o futuro, são o agora.



Não se trata de preparar os seus filhos para o futuro. É como eles vivem agora, o que realmente importa.
Cada fase do seu filho é única e especial, e deve ser vivida como se não houvesse amanha.
Eu sei, algumas etapas são mais difíceis que outras, mas é hoje que eles existem, e nesse hoje eles devem ser amados e respeitados.
Eles não vivem a espera de crescer e começar a vida. Seus filhos já vivem, já existem e devem desfrutar, com a medida que têm.
Não entupa seu filho de atividades, como se estivesse em formação para a vida adulta. E não o deixe crescer sem fazer nada, como se esperasse crescer para começar a existir.


Brincar, desenhar, fazer de conta deve ser vivida com tanta intensidade quanto quem estuda medicina, engenharia ou se prepara para NASA.
O que eles exploram, criam e falam, é importante. É o momento em que estão aqui na terra.
Aproveite... viva com eles o agora.
E se você está tão preocupado com o amanha... entenda, que quem recebe bases firmes e bem estruturadas no presente, não precisa se preocupar com o futuro. "Basta a cada dia o seu próprio mal."

Direitos e deveres, as crianças também têm.


Não faço figuração! Tenho meu tom de voz mais áspero, minha filha sabe logo que está errada.
Digo várias vezes por dia :
"Para com isso!"
"Cuidado!"
"Desce daí A-G-O-R-A!"
"Nãããããããão!"
E a que mais detesto ter que dizer :"fala baixo antes que os vizinhos venham reclamar!" 

Eu não tenho mimimi...se é para resolver eu falo transparente e digo:"isso não pode por isso!"
Ensino, mostro como fazer...Tento dar sempre o melhor exemplo (#escolhasdiarias #dificilMasEuChegoLá), e estou presente dando atenção.

Ela sabe os direitos dela. Eu explico sempre.
Ninguém pode te tocar se você não quiser. Ninguém pode te bater, NUNCA, nem eu. "Se eu te bater, briga comigo, eu não posso!"
Ela tem o direito de não ser obrigada a nada, nem tomar banho. Eu explico sempre os motivos e ela entende faz o que é preciso. Ela é inteligente e esperta. Porque preciso obrigar alguém inteligente a fazer o que é bom para ela mesma? Não preciso.


Ela sabe os deveres dela.
Tem que cuidar da roupa suja dela, poe no cesto para lavar. Tem que guardar os brinquedos, de preferencia na mesma hora que termina de brincar. E ela sabe que se não fizer, ela não terá espaço para brincar, porque fica tudo uma desordem. Esse é o castigo de quem não arruma a casa. Fica com a casa suja e já fizemos o teste. (Risos)

Ela nunca pode gritar contra as pessoas, a não ser que infrinjam os direitos dela. Sim...eu quero que ela grite se alguém lhe tocar sem seu consentimento.

Não quero que ela mude ou deixe de ser como ela é. Apenas aparo as arestas. Mesmo que nem sempre goste muito, deixo ela inventar e fazer o que a imaginação da cabecinha fértil dela manda. E olha que a cabeça dela não desliga.

Minha responsabilidade é educar, mostrar o certo, mas as escolhas quem faz é ela. Certo ou errado, ela aprende principalmente com as consequências, sob TOTAL supervisão parental.

Deixe a criança fazer sozinha!



É um texto desabafo...confesso.
Estive hoje em uma escola/creche observando crianças brincando no pátio, crianças entre os 3 e os 5 anos.
Durante 1 hora apenas ouvi NÃO!
"Não pule assim, não brinque assim, não corra assim, não fique aí quieto, não chore, não não não. Vem aqui que estou mandando, sai daí agora..."

Em meio a isso, um menino com 3 anos deu língua a educadora", e sorrindo, ela levou-o pela mão carinhosamente e colocou de castigo numa sala e fechou a porta. Entrou uma cuidadora/faxineira para ficar com o menino na sala enquanto ele gritava pedindo para voltar a brincar no pátio.

Em resumo: EU APAVORADA!

Educar é simples, não é assim tão difícil. Porque complicar?
Nem brincando as crianças podem apenas brincar??

Nunca traia a confiança de uma criança. Não engane, não a humilhe, não minta.
Deixe a criança se expressar, deixe reclamar e mostre que você a entende, mas entenda..não finja! Empatia é isso: é conseguir sinceramente se colocar no lugar da outra pessoa e sentir como ela.

As tantas, perguntei... "porque você não os deixa brincar e apenas observa?"
E a resposta foi: "eles não sabem o que fazem."

Deixe a criança pular, brincar sozinha, sentar de costas no carrinho,chutar a bola com o nariz! Não há regras na brincadeira!!!! 

Não corte as asas. Esteja ali para amparar, mas deixe ela pelo menos tentar voar!
Deixe a criança ser capaz. Além de ser muito mais fácil e simples, é sem dúvida o melhor para todos.

Se ainda não viu...recomendo que assista esse vídeo sobre dizer não.


Birra no supermercado



Eu estava no supermercado com minha filha... quando vejo um menino começar a chorar. Ele deve ter entre 3 ou 4 anos, tal como a minha Joana.
Jogou-se ao chão e chorava aos gritos.

E a mãe? Fez exatamente o que eu faria...(e já tive que fazer).
Esperou o menino se acalmar. Não olhou para ninguém, não gritou, não tirou o menino do chão, não fez cara de má nem ignorou.

Parou e pacientemente, em pé, como estava antes, esperou.

Passado um infinito e longo minuto... o menino levantou a cabeça, ainda chorando olhou para mãe, e disse qualquer coisa.

A mãe, com uma cara tranquila, sem desdém, deboche ou cara de raiva, disse alguma coisa, calmamente. E agachou.
Estendeu a mão, e o filho sentou-se em seu colo, ainda agachada.
Ela o abraçou, secou-lhe as lágrimas enquanto conversavam... em menos de um minuto, levantaram-se, e de mãos dadas foram embora.

O que eu vi?
Uma mãe simples, amável e priorizando o filho.
O que eu pensei sobre ela? Que ela ama e é educada.
O que eles conversaram? Não faço ideia! (risos)

Nem sempre é o que aconteceu que escandaliza e envergonha. Na maioria das vezes, é como reagimos que estraga tudo.
Amor e calma sempre ficam bem.

Recomendo que leia o marcador Birra... :) 

A culpa é dos pais


Toda vez que seu filho faz alguma coisa errada, seja sincero, você teve ou não meia culpa? Faça comigo um regresso ao início da história...


Quem deixou ele sem supervisão brincando no quarto, ou mexendo nas roupas do armário? Eu sei...você tem um milhão de coisas para fazer... Mas pelos vistos, seu filho não. E a opção dele foi, revirar o quarto e deixar nesta bagunça que você encontrou.


Ele bateu no irmão, a culpa é minha? Atirou uma pedra na casa do vizinho, falou palavrão, quebrou tudo dentro de uma loja, fugiu de mim no centro comercial, quebrou o computador, jogou o celular no chão e partiu, e a culpa é minha???


Fazendo toda retrospectiva dos fatos, você poderia ter evitado tudo isso de alguma forma? E não fez...certo?


Minha intenção não é aumentar sua culpa, mas antes de chamar seu filho de mal educado, menino encrenca, mau, feio, e uns quantos nomes ruins, e pior do que isso, antes de pensar bater nele... Lembre que a culpa é sua.

A melhor forma de educar seu filho é EDUCANDO e não brigando e punindo. "Ensina o menino no caminho em que deve andar, e mesmo quando ele for grande, não vai se desviar dele"(Pv.22-6)

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