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Birra de novo? Ah não!!!


Sim, birra é normal, faz parte do desenvolvimento, mas quando é demais?
Existe sim um limite, e recomendo que seja aos 3 anos.
Não que você vá aceitar a birra antes disso, e passar a mão na cabecinha do seu filho sempre que ele se jogar no chão.

Mas a partir dos 3 anos, a coisa tem que ter um stop mais imediato!
Você em 3 anos de vida do seu filho, já deve ter domínio sobre a situação. E não é batendo ou castigando. A real autoridade não precisa punir para ser ouvida. Se precisar é porque não tem autoridade nenhuma, e a culpa é tua.

Teu filho, em casa ou na rua, faz uma birra, por sono, fome ou sem motivo aparente, você deve ser capaz de interromper o "espetáculo".
Sem chantagem ou punição. Apenas porque você olhou mais sério para ele e disse, "agora isso acabou! Quando você se acalmar conversamos para eu entender o que você diz".
Confie nas suas palavras, não seja condescendente, não demonstre medo. Você está salvando seu filho.

Se está inseguro, recomendo que leia os textos do marcador Brirra aqui do blog. Ou use a #birra #stephaniecabrita para encontrar meus textos no facebook.

Decida hoje ter controle sobre a situação. Seus filhos, pedem desesperadamente por limites. Limite sensato é prova de amor.

Eu não quero usar isso mãe!



Minha princesinha linda é cheia de opinião.
"Eu gosto disso, não quero aquilo. Isso não combina!"
E ela estava decidida a não usar meias! Coisa simples, mas que para um pai/mãe menos paciente e decidido a ser obedecido a todo custo, poderia ser motivo de grande conflito.

"Como assim? Meu filho não TEM que me obedecer? Sou eu quem manda aqui!!!"

Isso depende de dois fatores:
Que tipo de filho você quer criar para o mundo.
Quais são suas prioridades na vida.

Quero filhos que saibam escolher e que tenham opinião.
E minha prioridade é que eles sejam bons, gentis com o próximo e com eles mesmos.

Existem ordens que passam apenas pelo querer e raiva pessoal. Uma necessidade mal resolvida de ser obedecido. Você está frustado e precisa de alguém que esteja abaixo, para que você sinta que esta acima.
E ordens que são limites de amor que você oferece de coração aberto ao seu filho.

Quando íamos sair, eu dizia: "Joana, calça as meias." Ela retrucava dizendo que sentia calor nos pés. Ou que as meias incomodavam.
Comprei meias mais bonitas e confortáveis. Talvez estivessem mesmo apertadas as outras.
Ainda assim, ela não gostava de usar. Colocava e começava a chorar irritada. Dizia que lhe faziam mal aos pés.

Qual era minha preocupação? Que ela estivesse bem, certo? Não estava preocupada com minha autoridade. Eu sei quem sou e sei que ela me respeita. Eu podia dizer: "Eu estou mandando, se você não calçar não vamos ao parquinho". Mas preferi respeitar a escolha dela. Mesmo eu sabendo que ela estava errada.

Até que... ela andando com tênis, sem meias, fez bolhas nos pés, e agora não quer mais andar sem meias.
Ensinamos a escolher, ensinamos a aprenderem com próprios erros, e intervimos com autoridade respeitosa, quando REALMENTE é preciso.

Passeio no mini Zoo, com birra tudo.



A vida real é assim... com choro e risos. Não é o que a vida te apresenta que te define, é como você reage ao que aconteceu, que vai construir o teu futuro.


Meu bebê de 1ano e meio, não me obedece!



Tudo tem um contexto, eu sei... e você não tem os mesmo problemas que eu, que a sua vizinha, ou que aquela outra mãe no parquinho de hoje de manhã...
Mas acredite, o motivo do seu filho é o mesmo:

  1.  Ele tem sono, fome ou dor...aqui o tratamento é óbvio.

  1.  Ele quer brincar, precisa ser visto, ouvido, "sorrido".

Mas você está no cartório, assistindo ao casamento da sua única irmã, e ele não para quieto.

 PREVENÇÃO!
Tenha lápis (giz de cera de preferencia) e papel para ele desenhar,  tenha o ursinho preferido, tenha comida fácil (banana por ex.), água e prenda a atenção dele.

Olhe para ele, nos olhos (importante) e diga com carinho, mas séria : PARE!
e em seguida ofereça a distração que você já trouxe de casa.

Não saia do ambiente que você está! A não ser que você não queira mais voltar (meu truque para fugir de reuniões chatas rs).
Mantenha-se calma, não demonstre ódio, todos entenderão. E por mais feia cara sua tia avó faça, não fique com raiva, continue sendo a mãe do seu filho e não dos chatos que pelos vistos nunca tiveram infância.

Em casa, seu filho traquina não para de desligar a playstation com o dedão do pé (hum..que específica rs), nesse caso, o tratamento é exatamente o mesmo.

Avalie qual dos dois motivos (citei acima), e trate da mesma forma. Assim, na rua ele entenderá o que se passa e terá a mesma postura.


Em casa,você não tem olhos e caras feias dos outros. Por sua vez, está firme, calma e não passa ansiedade da frustração de ser mal vista.
 Por isso é muito importante na rua você manter seu espírito "TÔ NEM AÍ" para as críticas alheias, enquanto acalma seu filho.

Não deixe de ir aos lugares, mantenha uma vida social, em horas normais para uma criança (antes das 22h deve dormir). E ensine desta forma, com TERNURA a parar e se entreter nos seu próprios afazeres. Por isso a importância de ter o material de prevenção que citei.

Dica final: Na igreja, mantenha a mesma postura. Se houver um desabamento e todos morrerem durante a missa-culto...(DEUS NOS LIVRE!) se tem alguém que vai para o céu, é seu bebê. Já aquela pessoa que te manda calar, e sei la mais quem... hum... esses só Deus sabe. Mantenha seu respeito pelo próximo, mas sua prioridade é seu filho.


Meu bebê puxa os cabelos...



Esse é daqueles textos que posso escrever em primeira pessoa. Meu Pedrinho adora se agarrar aos cabelos da irmã.
Doí? Muito!!! Já puxou os meus, sei bem a dor.
"Então, você não dá nem um tapinha na mão?"
NÃO!!
Aliás, a Joana sabe bem, e prefere dar um grito de "ô mãe!!!!!" do que empurrar e bater no irmão. Já tivemos essa conversa.
E porque? Bem...no caso da Joana, ela sabe que tudo que vai, volta. E não é maldição, é obviedade. Se ela bater, ele aprende e mais tarde ou mais depressa, vai bater nela.

Bebês puxam cabelos desde que nascem. É uma causa e efeito rápida. Assim conseguem atenção imediata.

Na hora em que puxa, tenho apenas o cuidado de tirar sem demonstrar raiva, e evito que os cabelos machuquem os dedinhos dele. Sim, cabelos podem cortar como navalha.
E depois, corrijo. " Não, é feio!" E trocamos rapidamente de assunto. Dando menos importância possível para isso. O que ele quer é atenção, e essa atenção de "briga" não é saudável.
Focamos em outra coisa mais divertida e pronto.

Atualmente, ele está com 1 ano e 4 meses, e já dizemos "solta Pedrinho"...e ele abre a mãozinha fazendo carinho. Se é para ser "espertinho", que seja fazendo o bem.

Minha Joana também adorava puxar meus cabelos, e o tratamento foi o mesmo. Alias, você muito provavelmente também puxava. Pergunte sua mãe, se puder. E agora, anda puxando cabelos pelas ruas? Espero que não.
É uma fase, e passamos por ela, da forma menos marcante possível.
Sempre corrigindo, sem agressões e dramas. Mas tratando a causa primaria de quase todos os "males" da humanidade: Necessidade de atenção!

Teimosa, curiosa, arteira. O que eu faço?

"Sou mãe de uma princesa de 1 ano e 7 meses..moramos meu marido, ela e eu. Não trabalho fora e passo o dia todo com ela e cuidando da casa.Como toda criança ela é arteira, curiosa e ultimamente teimosa.         Sinceramente estou com um pouco de dificuldade em como educa-la. Não grito, nunca apanhou, procuro sempre conversar. Quando faz algo errado,explico que não pode..mas parece que não vejo resultado. Oque faço?"


Resposta:

Minha filha tem crises e derruba tudo!

"Olá mãe! Eu estou aprendendo muito com seus vídeos e textos tenho usado as dicas e estão dando certo. Tenho uma menina de 6 anos ela é uma graça mais tem um gênio forte, as vezes fica irritada, nervosa joga as coisas pra cima. E acredito que brigar com ela nesses momentos vai deixa lá mais agitada ainda. Se puder me ajudar agradeço. Beijos "

Como tudo na vida, PREVENÇÃO é o melhor remédio!
Porque ela fica irritada? E não estou perguntando sobre o que aconteceu imediatamente antes do surto.
Você deve prevenir o que aconteceu antes... ela dormiu? Comeu? Brincou? Sorriu quando ela chamou por você te pedindo que visse aquele desenho que ela fez? Como tem respondido à todos os chamados dela?

Você pode ficar com um tempo só seu? Pode!
Mas tudo TEM que ser negociado. Como assim?

Seja organizada. Diga: "agora mamãe vai ficar com você. E daqui há pouco, quando o relógio estiver no minuto 30 (por ex.) Mamãe vai fazer uma coisa importante e você vai ficar desenhando um pouquinho. Depois quando o ponteiro grande estiver no 5, você vai tomar banho. E depois mamãe vai te contar uma história para você dormir".

Tudo deve sempre ser avisado e combinado entre vocês. Ela não está fingindo que não entende, que é infantil. Ela é uma criança! E mesmo que pareça que entende tudo, já sabe fingir, manipular, dissimular. A verdade é que ela não sabe o que está fazendo.

Resultado disso: ela se frustra e não sabe reagir. Derruba tudo, grita, extrapola o que sente e que nem sabe bem como sente.
Aliás, muitos adultos fazem isso. Fruto de uma infância de sentimentos mal resolvidos.
Ensine-a a falar o que sente nesse momento.

"Meu amor, você está nervosa, né?, mamãe entende. Mas fala com a boca, não com as mãos, e com calma para mamãe entender, o que você está sentindo."

Não grite, não pergunte o que ela quer. A questão já não é sobre o que ela deseja ou não, é sobre o que ela está sentindo. Que como disse antes, com certeza não é sobre o que aconteceu imediatamente antes do surto. Foi um somatório de situações que não ficaram bem resolvidas e culminou até ela ter essa crise de histeria.

E muitos parabéns, você descreveu sua filha, de uma forma muito bonita. Continue com essa doçura e paciência.

Em mim ninguem manda!



"Rápido, se veste logo!" "Vem cá agora!" "Eu já disse para você pegar todos esses brinquedos daqui!"
"Anda que eu tô mandando!"
E se eu falasse assim com você papai e mamãe?
Quando você está perdido sem saber onde comer, ou que roupa vestir. Como você gostaria de ser tratado?
 
Preferia receber uma ajuda amiga, ou um grito de " eu já te disse!!"? 
Mas se eu te ajudar você vai ficar dependente e nunca vai aprender sozinho. Então eu não vou te ajudar.

Pois é... muitos pais têm feito assim com seus filhos. Eu já fiz... mas meu termômetro interno aqueceu, e percebi que não podia estar certo. Mesmo que muitos "profissionais" dissessem que meu filho tem que me obedecer sem contestar, eu sentia que isso não fazia sentido. E o pior, afastava-me do meu bem mais precioso.

Existem opções mais inteligentes para conquistar a colaboração de alguém,mesmo que seja de uma criança. Temos apenas que seguir nosso senso de humanidade, aguçar a empatia e paciência.



"Oi meu amor, foi bom brincar. Vamos juntar esses brinquedos todos? Vem...mamãe pega a caixa para você.
Olha princesa, eu sei que você quer estar bonita hoje, mas a mamãe está atrasada. Temos que ir ao medico. Veste esta roupa aqui. Vou levar essas calças para o caso de ficar frio.
Não quer usar meias? Pode fazer doidoi no seu pé. Mas eu entendo. Vou levar na bolsa, se começar a doer você usa, está bem?
Não quer comer agora? Uma pena, fiz com tanto carinho. Vou guardar, e daqui ha pouco você come.
Ou...que tal um piquenique no chão da sala... espera que vou pegar a toalha para por no chão."

Ha formas e formas de dizer as coisas. Se com um adulto você procura os melhores argumentos, por que com uma criança deve ser diferente? Respeito gera respeito. "Aquilo que você semear, isso mesmo ceifará". E entenda de uma vez por todas... medo e amor, não convivem. "porque o perfeito amor, lança fora todo o medo".

Não aguento mais, ele está insuportável!


"Birrento, chora para tudo, bagunça tudo, não dorme, responde mal, grita, agressivo, impossível,  reclama, não faz o que eu mando, me deixa maluca!

Sim, estou falando de você. Você é assim e não aguento mais! "

Como se sentiria se ouvisse essas coisas, várias vezes por dia. Se sua presença fosse quase um incômodo. Como você se comportaria?

Mesmo que nem sempre você use essas palavras, se demonstra com seus atos que está o tempo todo irritada com as atitudes deles, que nada o que fazem é bom,  o comportamento deles com certeza será o pior possível.

Se você chega no seu trabalho, ou perto dos seus amigos, e todos fazem aquela cara de medo, "saco cheio", de raiva ou tédio...

Então como quer que seus filhos tenham boas atitudes,se não se sentem minimamente admirados?

Eles se sentem bem, em paz felizes e confiantes? Ou inseguros, nervosos, se estressam por tudo e por nada,e já começam as conversas em tom de choro?

Faça uma lista das qualidades deles, agora comigo.

É bom? uma pessoa boa, caridosa, gentil, tímida e divertida.

Um explorador,aventureiro? Salta no sofá, esconde coisas em casa, tira coisas das gavetas para ver o que tem...

Cheio de energia e com vontade de viver? Te pede para brincar, é o primeiro a saltar da cama para começar o dia. Acorda feliz e pronto para as descobertas...

Cientista nato? Curioso, quer saber tudo, onde? como? Quando? Porque? Para quê?

Trate seu filho com mais admiração e orgulho. Seja sincera, fale coisas mais positivas sobre ele. Com certeza, isso vai transformar as atitudes menos boas em vontade e esforço para ser sempre admirável.

Mude seus olhos, se seus olhos forem bons, tudo será bom. Se forem maus, tudo vai te parecer ruim.

Birra, birra birra... Socorro!!



Escrevi birra no google e comecei a ler as recomendações dos tantos psicólogos e escritores, sobre o tema. Cheguei a uma conclusão: eles não têm filhos!!
A verdade é que não importa o quantas crianças você orientou,ou mesmo ajudou a educar como profissional. Ter filhos é diferente!

Criança tem que ter birra, faz bem a saúde e os ajuda a entender muito sobre a vida. Constrói sistemas cognitivos de reação a ansiedade e como lidar com o egocentrismo e a frustração. É assim que eles descobrem que não são o centro do universo.

O básico em todas as idades é : NUNCA DÊ O QUE ELE QUER NA HORA DA BIRRA!! Não dê porque você não quer, e quando ele age assim ele não merece.
"Quando você se portar melhor, podemos voltar apensar no assunto. Enquanto estiver assim, não temos conversa".
Na hora, seja firme, calma, espere passar e continue o que tem a fazer. Se puder, volte para casa. Normalmente as piores birras acontecem quando eles estão cansados.

Não tenha vergonha, não dê o que ele quer só para se calar. Entenda... essa queda de braço não é sobre você. É sobre ele, seu filho, aprendendo a lidar com a vida.

Não deixe ninguém se meter, ninguém.
Não fale dele com outras pessoas.
Não fale mal dele, não diga que é bobagem e que vai passar. É uma fase importante e você deve concentrar-se no momento, mas sem surtar.
Respire fundo, encarne um personagem calmo e sereno.

Espere. Quando se acalmar, comece a falar. Antes disso não fale.


E quando os gritos passarem, diga. Depois conversaremos sobre isso o que você quer. Agora, nós vamos embora daqui. Você sabe que fez mal. Agora vamos embora.

Não converse com seu marido a frente do menino, sobre o assunto. Estabeleça confiança e cumplicidade. Mas sem segredos. Leia meu texto sobre Segredos.

Não finja que nada aconteceu. Deixe ele sentir que alguma coisa mudou e você está triste. Mas se mantenha equilibrada. Você é a adulta, e ele o imaturo.

Ele terá que fazer isso mais uma ou duas vezes. Mantenha essa postura e seja uma mãe carinhosa e participativa. Não bata, não é preciso, acredite!!! Nem castigo... ele vai entender que fez mal e não vai querer voltar a te deixar triste. Principalmente porque vai perceber, que não consegue o que quer com birras.

"Mãe, compra??" Mesada, semanada...vou dar dinheiro para meus filhos?


Toda vez que vamos a alguma zona comercial, Joana quer comprar. É uma menina boa, saudável, educada e merece tudo de bom. Mas assim como você, eu não compro tudo. 

Sei bem que muita coisa vai ficar esquecida com outros brinquedos, ou nem isso.

Em todo lado tem propaganda. No caixa do mercado, local que deveria ser exclusivo para pagamentos, está cheio de pirulitos e doces e quinquilharias plásticas, bem coloridos. Com a cara da Barbie ou de algum personagem infantil conhecido, de propósito, para forçar o interesse dos mais pequenos,e a impaciência de pais já cansados das compras, que fazem de tudo para evitar um escândalo ali.

Tenho uma técnica com a Joana que é: "isto ou aquilo?" 

Deixo ela escolher alguma coisa,antes ou durante as compras, e quando ela diz "eu quero!", pergunto, isto ou aquilo?

Apenas 1 e nada mais. E esse 1 pode ser pacote de bolachas,brinquedo ou até par de meias. 
Assim passamos facilmente pelos milhões de tentações no caminho.

"Eu quero, eu quero esse baldinho!!!" " Ok, Joana, você prefere o baldinho que você já tem em casa, ou essa caixa de lápis de cores nova?"


Preferia que ela brincasse com bolinho de terra e bonecas de sapê, mas, vivendo em um mundo que o dinheiro governa, prefiro ensinar desde logo o valor monetário das coisas.
E por isso, vamos experimentar uma nova técnica aqui para casa. 

Ela já percebe o conceito de caro e barato. De boa qualidade e má, e útil e inútil. São as palavras que uso para classificar e explicar que aquele "coiso" laranja de borracha que parece uma boneca, não presta e que vai ficar sem a perna ou o braço em dois dias.
"Você quer mesmo isto, ou prefere juntar dinheiro para uma boa boneca?" 

E para isso, é interessante deixa-la sentir o dinheiro. Ter, apegar-se à ideia, e desejar investir em qualidade ou necessidade, e não apenas em uma vontade impulsiva de possuir. 

Não acredito no dinheiro como punição ou recompensa. Dinheiro é para usar. E não gosto da ideia, de minha filha se portar bem, porque vou lhe dar em troca o que quer que seja. Ela comporta-se porque é bom, faz bem para nosso coração, e assim deve ser. 

De inicio iremos dar uma semanada. Algumas poucas moedas, qualquer coisa como 10Leis. (Uns 3 euros, ou 10 reais) por semana. 
A ideia é que ela aprenda a poupar, e não gastar imediatamente.

Vai ajudar também a estabelecer melhor esse conceito temporal de semana. Que por enquanto é calculado como: O papai fica em casa ou vai trabalhar... 
E também na independência e valorização do que ela pretende realmente adquirir. Além de ser bom para reafirmar a utilização dos números no dia a dia, com soma e subtração matemática.

Depois, quando ela estiver maior, ou pronta para isso, aumentamos os valores e alteramos para quinzena. E depois para 1 vez ao mês, que acredito será depois dos 11anos. Mas até lá, respeito o tempo dela, e torcemos para que ela desenvolva seu "bom senso" de consumo. 

Mãe fazendo bullying nos proprios filhos




Hoje acompanhei um caso que me fez acordar para uma realidade assustadora: Muitos pais estão acabando com o bom caráter dos filhos.
Uma cena que me deixou triste.

Uma mãe envergonhando a filha.
Irritava a menina de 7 anos,  com palavras idiotas e debochava sutilmente. Ou seja: bullying feito pela mãe.

Ela gritava, zangava-se e até batia na mãe.
Quem apenas observava a cena, pensava que a menina era terrível. Mas eu ouvi tudo, e percebi que a agressora era a mãe.

Conseguem imaginar a frustração dessa menina? A mãe a tratava como se ela fosse uma incapaz e desajeitada. A filha se irava, e revidava. E a vítima, era acusada de ser má, birrenta, chata.

Eu confesso que parei para me auto avaliar. Será que eu também faço isso?

Quando seu filho começar a se desesperar, ficar nervoso... irritado e até indo contra você. Pare e encontre a SUA culpa. Resolva a situação, melhorando a sua atitude, antes de corrigir a do seu filho.

Era o que Jesus dizia sobre tirar a trave dos nossos olhos antes de ver o cisco no olho dos outros.

Aquela mãe, que fazia bullying, claramente apontava os defeitos todos a filha, e não se enxergava. Também... com uma trave daquelas no olho, ela nunca vai conseguir. E tudo o que ela vir nos outros vai parecer mal. Porque os olhos dela estão irritados, obstruidos.


Birra no supermercado



Eu estava no supermercado com minha filha... quando vejo um menino começar a chorar. Ele deve ter entre 3 ou 4 anos, tal como a minha Joana.
Jogou-se ao chão e chorava aos gritos.

E a mãe? Fez exatamente o que eu faria...(e já tive que fazer).
Esperou o menino se acalmar. Não olhou para ninguém, não gritou, não tirou o menino do chão, não fez cara de má nem ignorou.

Parou e pacientemente, em pé, como estava antes, esperou.

Passado um infinito e longo minuto... o menino levantou a cabeça, ainda chorando olhou para mãe, e disse qualquer coisa.

A mãe, com uma cara tranquila, sem desdém, deboche ou cara de raiva, disse alguma coisa, calmamente. E agachou.
Estendeu a mão, e o filho sentou-se em seu colo, ainda agachada.
Ela o abraçou, secou-lhe as lágrimas enquanto conversavam... em menos de um minuto, levantaram-se, e de mãos dadas foram embora.

O que eu vi?
Uma mãe simples, amável e priorizando o filho.
O que eu pensei sobre ela? Que ela ama e é educada.
O que eles conversaram? Não faço ideia! (risos)

Nem sempre é o que aconteceu que escandaliza e envergonha. Na maioria das vezes, é como reagimos que estraga tudo.
Amor e calma sempre ficam bem.

Recomendo que leia o marcador Birra... :) 

Meu filho é muito levado, não sei mais o que fazer!!!


Está muito levado(a)?
Tente brincar com ela um pouco mais. Dedicar mais atenção sincera. Seja a companheira de brincadeiras, algumas vezes por dia.
Quando foi a ultima vez que vocês tomaram um chazinho de bonecas juntos, ou jogaram bola? Já ensinou alguma brincadeira da sua infância?


Eu prometo, isso vai resolver 80% dos seus problemas com ele.  Os outros 20% você vai ter que avaliar, quase que como detetive, o que está mal. 
Ele está travesso, ou você está mais exigente do que deveria. Ele anda explodindo frente a sua intolerancia? Avalie, você é a maior interessada.
O convívio faz a gente esquecer que nossos filhos são seres humanos independentes. Pensam sozinhos também, e sentem, com ou sem influência.

Respeite seus filhos como quem respeita a um Rei, e ame como MÃE. Com certeza eles vão te tratar da mesma forma.
Atenção,amor e respeito são o melhor remédio para todo e qualquer ser vivo.

Não consigo controlar meu filho

"Olá eu curto sua página ...muito interessante e tem me ajudado muito...
Eu tenho um filho de 3anos e 2 meses ...infelizmente meu marido sofreu um acidente e veio a faleceu no dia em q meu nosso filho completava um ano de idade!Meu mundo desabou eu entrei em depressão, nos primeiros meses eu não conseguia nem cuidar dele .
Hoje eu não consigo lidar com ele ,pois tanto eu quanto os avós paterno fizemos tudo o que ele sempre quis, demos tudo o que queria, tudo pra compensar a falta do pai...
Hoje eu me sinto tão perdida me culpo,não consigo controlar ele da vexame não sai de casa pra lugar nenhum...deixo de castigo não resolveu ...até dei umas palmadas não sei mais o q fazer :( "

meu filho faz birra


Antes de mais, meus parabéns, você é mãe de menino, e isso significa amor sincero o resto da vida. Amor de cuidado e olhar de compreensão por parte de um homem que vai sempre te ver como a mãe guerreira, que mesmo depois de viúva, fez de tudo para educa-lo com amor.

Seu filho é exatamente igual ao de todas as mães que me procuram, e confesso que igual a minha há alguns meses atrás. Faz birra, quer chamar a atenção e nada é o suficiente. Em resumo, seu filho é normal. Não é mimado, não está assim pela perda do pai, ou pelo excesso de mimos.

Mas sim, a morte do pai, pode ter causado e pode estar causando excessos no comportamento. Como? A forma como falam do pai, como falam do comportamento do menino associado a perda do pai à frente dele. Dá-lhe sentimentos, com os quais ele não deve lidar. A criança não sente a dor da morte, essa dor é dos adultos. Ele sente falta, do que nesse caso, ele pouco teve, da companhia nas brincadeiras e cuidados. 

Não se culpe, o que ele faz, não tem nada haver com os mimos que recebeu ou com os "excessos" de cuidados que teve. É normal da idade, das descobertas e de alguma frustração.

O que pode estar desencadeando essas frustrações?
- Desacordo na educação
Quantas pessoas decidem a educação dele?  Quem manda? Estão todos de acordo na mesma ordem, ou um diz que sim, outro que não?
Alguém o ofende, chamam de malcriado e mau?

-Falar mal do menino a frente dele
Dizer que ele fez birra, que está insuportável, que faz isso ou aquilo, a frente dele. Essas coisas, fazem-no sentir-se sozinho contra todos.  

Quem é o defensor dele e que nunca deixa que falem mal, que batam que o ponham de castigo? Essa pessoa deve ser você. A pessoa que fizer isso vai conquistar o respeito de seu filho e admiração. 
Se ele não tiver esse defensor, vai estar sozinho e com medo, qualquer ser humano fica na defensiva, e isso sim, desencadeia toda a "guerra"
Ninguém maltrata, faz birra ou bate em quem respeita.

- Falta de empatia
Eu sei... todos estão sensíveis a perda do pai do menino, mas não é essa a empatia que falo, é a empatia do momento.
Para as crianças, um momento é a vida inteira. Tudo é intenso e para sempre.
Então, quando ele começar a se irritar, pare tudo, onde estiver, pegue ao colo ou se abaixe a altura dele, e entenda aquele momento dele. Ponha-se no lugar dele.
Se é um brinquedo, nem sempre é o objeto em si... é a prova de carinho, de poder, o que ele espera. 
Mas para isso te recomendo ler este texto Birra, e agora?

O ideal é você antecipar a birra e evitar-la.
Leia meus textos sobre birra.

Respeite os tempos dele, leve-o a passear em lugares para a idade dele. Se ele vai a creche, na volta, venha rindo e cantando musicas que ele gosta. Passe tempo de qualidade com ele. Crie vínculo com seu filho, faça dele seu melhor amigo, e seja para ele a melhor companhia.

Adoro sling, mas meu bebê fica no carrinho sim!

Eu amo o sling, quem já leu o texto "Bebê tem manha", sabe que eu usei mais de 1 ano e foi a nossa salvação.
Mas...
Com o Pedro, tentei, me parecia mais prático te-lo no porta-bebês, para  brincar com a mais velha,passear pelas ruas esburacadas e sem rampas. Porém, como sempre existe um porém. Minha coluna vertebral, já não aguenta. E, sim  decidi usar o carrinho.

Pedro com 2 meses no clube.


Tive outra perspectiva, das mães de carrinho.
Percebi que existe um certo preconceito, afinal, quem ama mesmo, leva junto ao peito. Será?  

Muitas mães dizem que o bebê no inicio, fica "chatinho", choramingando, isso é fato. A maioria, e mesmo recém nascidos, podem ficar assim.
Como eu disse, não tinha escolha, era no carrinho ou nada. 

Primeiro mês foi no sling, ainda aguentava os 4 a 6 kg. Mas já com dores horríveis, eu tirava aflita.
E quando coloquei no carrinho, é claro que ele reclamou. E o que eu fiz? Nada... continuei a empurrar, ignorei um pouco, até ele se acalmar. A falta de opção faz isso, você se obriga a aceitar. Ele aceitou, eu aceitei. 

Criei uma rotina, e todos os dias a meio da manha vamos ao parquinho (hoje com 9meses) e ele dorme no carrinho enquanto brinco com Joana. Amamento, pego no colo, e volta para o carrinho. Dou atenção, brinco, distraio, mas...no carrinho.




Ele recebe menos "apego"? Nunca!!! Ele é meu ursinho fofinho.

A Joana é mais feliz por ter estado mais de 1 anos no sling?  Sei lá... a verdade é que temos que ter algum "trauma de infância", e se este for o dele, tudo bem, eu posso viver com isso. 
Recomendo o sling? Sim, maravilhoso e super prático, para quem pode.
Quem usa o sling é mais próximo do bebê? Na minha experiencia pessoal, de mãe super apaixonada e que cria com apego, Não!

Como mães, não temos muitas certezas, mas eu garanto, meus dois filhos são muito amados.

Depois do divorcio, meu filho está agressivo.


"Estou passando por uma fase delicada com meu filho, ele tem 1ano e 11 meses esta muito agressivo: Puxa cabelo, belisca, bate. Morder então nem se fala,muitas das vezes quero leva-lo ao parque ou em qualquer outro tipo lugar que tenha crianças, evito porque ele faz essas coisas e me coloco no lugar das mãe, é chato, ninguém gosta. E isso acontece em casa também minha mãe, avó dele e também com pai dele. Toda hora e a qualquer momento. 

Me separei do pai dele não sei se de repente pode ter causado algo que motive essa agressividade,
Me ajuda, já não sei oque posso fazer, nunca bati e acho q não vai adiantar agir dessa forma, procuro sempre conversar e falar serio com ele mas não adianta, ele faz novamente. 
Gostaria de saber oque posso fazer, já não sei mais.
Aguardo algumas dicas, obrigada!"

Foto do meu sobrinho André (lindo da Tia)


Resposta:

Ola, 
Que situação, você está refém do seu filho. 

Ao mesmo tempo que imagino seu constrangimento, penso na confusão emocional que ele está vivendo.

Sim, a saída do pai pode ter deixado o menino desorientado. Junto com a fase de descobertas dos 2 anos. (A crise dos dois anos)

Mas vamos a ação!

Bater com certeza vai destruir tudo. Não bata!

Parquinho é ótimo, mas por agora, evite um pouco de socialização. Pelo menos por 2 meses.

Saia para fazer coisas divertidas com ele, mas apenas vocês os dois. Ou a outra pessoa responsável por ele. Mas sempre focando na atenção a 100%.

Alguma coisa se quebrou e nem ele sabe porque ou como, mas se sente com medo. E esse medo se reflete na agressividade.

Toda agressividade é fruto do medo e da frustração do indivíduo.
Ninguém que se sente seguro, agride. E com crianças é igual.

Minha terapia para vocês é colo e risos. Se der, durmam agarradinhos.
Joguem bola, brinquem com massinha, bonecos e legos grandes, os próprios para essa idade.
Ele precisa de atenção e disciplina, e construir coisas vai ajudar bastante.

Nunca grite, discuta com ele ou a frente dele.
Como eu disse... alguma coisa se quebrou, e é tempo de reconstruir.

Não se sinta mal, por ele não socializar agora. 
Vamos tratar as feridas antes, deixar cicatrizar, para depois poder voltar a conviver.

Ainda bem que você tem essa disponibilidade de estar com ele agora. Ele vai mesmo precisar de todo amor e colo possível. 
Evite deixa-lo a cargo de outras pessoas, nos próximos 2 meses. 

Espero ter ajudado. Leia algumas vezes o que eu te disse... e tente seguir como uma receita de bolo. Eu tenho a certeza, que vai dar certo. 
Mas é claro, que estou aqui, se precisar.

Stephanie Cabrita

Leia também A Crise dos 2 anos

O papai não, eu quero a mamãe!

não gosto do papai


Isso pode sim acontecer, parecer que os filhos não gostam do pai.
Quando o pai chega, a criança esconde-se, fica mais zangada e diz:  "eu não quero o Papai!".

Sabemos que isso não é um sentimento verdadeiro, a não ser que a criança esteja sendo vitima de maus tratos, excepto nestas situações, isto ocorre porque a criança não sabe lidar com a ausência do pai.
O mesmo, com certeza, acontece com a mãe ausente.

Você tem que trabalhar se não todos morrem de fome, ou o mundo entra em colapso. Você é o guardião do botão vermelho que aciona uma bomba que pode acabar com o mundo. Não importa o motivo.
A única coisa que a criança sabe é: "O Papai /Mamãe, não está aqui."

Então vamos a "solução":
Vocês precisam ter uma coisa só vossa, uma brincadeira, um momento que os dois sejam inteiramente cúmplices. Sempre que você chegar a casa, e for possível, vão fazer a tal coisa. Nem que sejam 10 minutos.
Por ex.: Jogar bola, uma partida de dominó, fazer lego, construir um castelo de cartas, um jogo na consola, brincar de bonecas, fazer comidinhas de brincar. Não importa o que, faça com sinceridade de coração!
De preferencia, combine para que mais ninguém brinque aquele jogo, será apenas vosso.

A ausência é muito sentida pela criança, mas ela sente ainda mais as presenças inúteis.

Se você chega a casa, senta para jantar, vai ver televisão ou sentar no computador, e continuar ausente... Não espere amor e carinho espontâneo.
A criança vai tentar a primeira vez, a segunda a terceira... até que ela mesma vai começar por te ignorar. 

Criança ignorada pelos pais, não se tornam mais independentes, tornam-se infelizes e indiferentes também.

Regue sua plantinha todos os dias, e tenha uma arvore saudável com bons frutos,

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