domingo, 3 de janeiro de 2016

Carrinho de bebê, até quando?

Ser mãe é viver rodeada de tabus e opiniões alheias. E a maioria, contra a nossa vontade.



Conversando com minha irmã ontem, ela me dizia que em menos de 1 hora, 5 pessoas diferentes vieram falar com ela, sobre o "absurdo" que era, ela levar seu filho no carrinho.

É um carrinho que chamamos "bengaleiro", daqueles mais simples e leves. E meu sobrinho tem apenas 2 anos.

Mas isso é o que menos interessa, ou pelo menos... eu não deveria ter que justificar, explicar ou tentar provar meu ponto de vista. No mundo ideal, cada um teria seus motivos para cuidar dos seus filhos sem ser criticado.

Quando eu vivia em Lisboa, usava o carro para tudo, e até eu, caminhava o mínimo possível (Pouco saudável...eu sei).
Apenas estacionava o meu carro, ia onde eu precisava ir, e voltava para o carro.
Mas quando viemos para Bucareste, nos primeiros dias, descobri como o carrinho seria indispensável.
Nos primeiros meses, não compramos um automóvel, e Bucareste é uma cidade gigante.
Resultado:  No fim do dia ou ao fim de alguns quilômetros...Carregava a Joana no colo.

Ela estava com quase 2 anos, e eu achava um absurdo, uma menina tão grande em um carrinho.
Por isso comprei uma "Motinha" e andava empurrando ela para todo lado. 


Não demorou muito, para eu me aperceber que era pouco funcional, e que eu realmente ia precisar de um carrinho de bebê.

Era mais prático para trazer para casa as compras do supermercado.
Eu podia me esticar um pouco mais nos passeios e ela dormia no carrinho. Eu podia carregar um pouquinho mais de coisas para nossos passeios, como lanche, água, e até uma muda extra de roupa para algum descuido.

Eu tinha muitas certezas e juízos de valor acercada maternidade. E por isso, ganhei algumas dores de coluna, deixei minha filha exausta, perdi alguns passeios deliciosos e gastei alguns tostões desnecessários com taxi.
Paguei caro mela minha teimosia, e medo de ser criticada.

Conhecem a história do Velho, o menino e um burro?
Meu avô me contou assim...
" Lá vinha o menino sentado no burro... e todos dizia: -Que absurdo! Um menino no burro e o pobre velho puxando.
Então,o menino se sentiu envergonhado e cedeu o lugar ao velho.
Passando por outras pessoas... estes diziam: - Um homem dessa idade, coloca um menino para puxar o burro e vai ali descansando?
Desceu o velho do burro e vinham os dois puxando o burro. E outras pessoas disseram: -Que estúpidos esses... dois passeando um burro. Porque não se sentam nele?
Sentaram-se os dois.... e disseram - Pobre do animal explorado."

Existe um limite para o uso de carrinho?
Claro que existe, e esse limite chama-se NECESSIDADE!
Você precisa de um carrinho? Use! E seja feliz, amando e protegendo seu filho. Por que falar e jugar vão sempre. Então, pelo menos que não te doa as costas.

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