segunda-feira, 4 de julho de 2016

Os pais se adaptam aos filhos ou os filhos aos pais?


Já li e ouvi, muita gente dizer: "o filho tem que se adaptar a casa, e não a casa ao filho". É uma daquelas afirmações com cara de verdade,mas que para mim não faz sentido.
E meu argumento não é "eles não pediram para nascer".
Como diria minha irmã... O ponto é mais em baixo. (Risos)
Eu gosto de ser mãe, e aceito o personagem com tudo que tem direito. Faz parte da minha persona, eu sou, não apenas estou mãe. Traduzir isso para o inglês ficaria engraçado. (To be or not to be)
Minha casa é um ambiente para crianças. EU Stephanie, adulta com 33 anos, posso ter tapete colorido com estrada de carrinhos na sala. Pratos e copos de plastico na cozinha.

Vou dormir cedo, e nem dá para ser diferente, eles acordam muito cedo também. Nós, juntos, fizemos nossa rotina. Um dia de cada vez.
Não, eu não os obrigo a estarem em jantares de amigos e festas de adultos, porque "eu não devo deixar de ser eu".
O Eu, mudou, agora sou Nós! Escolha feita! Decidi que seria assim, aceitei, e estou grata por não estar na mesma rotina de antes de engravidar.
O que nós gostamos de fazer, agora é sinônimo de eu. O eu deixou de existir? Não, ele evoluiu. Somou!
Amanha ou depois ele evolui de novo, e assim até morrer.
Meu coração, minhas escolhas , meu jeito mudou.
Me converti à maternidade.
Cuido, amparo, me entrego diariamente. E não é que tenha me anulado, apenas estou diferente.
Com bom senso, sem andar com a peruca da Emília, do sítio do Pica-Pau amarelo pela cidade, mas sim, vivo por eles. (Não disse que nunca, rsrsrs)
Minhas escolhas são reais, de gente real. Viver um mundo, em que crianças tem de se adaptar, e comportarem-se como um adulto, é que é fantasia. 


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." Eclesiastes 3.1
Eles nasceram e eu renasci.
E esse é tempo de, com eles, viver a infância deles. Este é meu momento mãe de criança.
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