domingo, 1 de janeiro de 2017

Meus filhos falam com estranhos na internet...

Assistindo um vídeo no youtube, li este comentário (na foto abaixo) e fui ver quem escreveu. Um menino lindo, que não deve ter 11 anos de idade, posta vídeos com regularidade, e com certeza, sem supervisão de um adulto saudável.


Sim, meus filhos são de uma nova geração. Sim, jogos eletrônicos ajudam no desenvolvimento cognitivo, sim eles muito provavelmente terão uma vida regada à muita tecnologia e essa tecnologia será cada vez mais o mundo real.

Meus filhos não tem direito a privacidade/segredos online.
Não tem maturidade e mesmo que eu confie muito neles, por amor, por cuidado, por respeito a imaturidade natural da infância/adolescência, eu devo sim vigiar bem de perto, todas as atividades deles online.
Não estão autorizados a criar contas virtuais sozinhos. Mesmo que saibam fazer isso melhor do que eu, tudo deve ser anotado, observado, como medida de proteção, não apenas deles, mas da família toda.

Podem falar com estranhos?
Podem... Eu sei que riscos existem, e sei também que é impossível proibir o convívio virtual com desconhecidos. Não os posso colocar em uma bolha. Então...  educo!

1-Todos são pessoas reais. Não são pessoas virtuais, elas existem. Algumas são más, outras maravilhosamente boas, mas são desconhecidos que existem de carne e osso.

2- Tratamos com o mesmo respeito que devemos tratar pessoas que vemos pessoalmente. Sem excessos tanto para mau quanto para bem. Sem respostas malcriadas, sem intimidades.

Habitualmente, não convidamos os funcionários do mercadinho para vir em nossa casa. Não lhes damos nosso endereço. Não contamos nossa vida. Falamos bom dia, boa tarde, boa noite... podemos nos preocupar e perguntar como vai a vida.
Se eu acho que alguém precisa de socorro, imediatamente peço ajuda a alguém com mais força que eu. Jamais socorro sozinha (conte para um adulto serio).
E principalmente, não em lugar isolado. Suspeite de qualquer pessoa que peça segredos, alguma coisa errada está acontecendo, conte para um adulto em quem você confie, mas conte.



Em fim... as mesmas precauções que temos presencialmente, devemos ter virtualmente. Ninguém está longe o suficiente para não te fazer mal, ou tão longe, que não possamos tentar ajudar daqui, mas ajuda de verdade, nunca deve ser em segredo, e deve ser feita em equipe.

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