sábado, 4 de junho de 2016

Estórias sem livros. (Sim, com "E")



"Mamãe, olha ali um buraco grande no chão....conta de novo aquela história de quando a tia caiu?"
"Claro Juju....
Sua tia e eu temos quase a mesma idade, e quando pequenas, brincávamos juntas...como você e o Pedrinho.
Estávamos de férias na cidade da minha avó. Que é sua Bisavó.
A cidade ainda era pequena, e na rua não havia asfalto. Que é isto preto que cobre o chão aqui. Em Portugal chamamos alcatrão.
A rua era de terra, uma terra vermelha. Bonita, mas ficava difícil de andar quando chovia. Imagina a lama Joana?
Certa vez, estavam fazendo obras na rua, e nós andávamos de bicicleta. Eu com 7 e ela 8 anos.
Tinham feito um buraco enorme na rua, para passar cilindros com sistema de esgoto. Se lembra que o sistema de esgoto é o que leva, resíduos do nosso sanitário, para uma estação de tratamento  onde limpam a água de novo antes de Jogar no rio?"
"Eu sei mamãe, e a água da pia também"
"E sua tia ficava dando voltas de bicicleta a volta do buraco, que era fundo. Ela sempre foi aventureira, mas dessa vez, a avó tinha dito para ela não fazer. Ela desobedeceu.
Depois de algumas voltinhas, ela caiu de cara dentro da vala. Vala é outro jeito de chamar um buraco feito no chão Juju."
"Ela ficou bem mamãe? Doeu? "
"Deve ter doído muito.... ela caiu de cara numa manilha."
"Manilha?"
"Sim, é como se chama o cilindro grande de concreto que passa por baixo da terra. Se fosse de plastico podia se quebrar, né Joana?"
"A vovó correu e tirou ela lá de dentro. E trouxe um gelo enorme e colocou na face dela. Não sangrou, apenas um hematoma. Que é quando fica roxo no lugar de um doidoi."
"A vovó brigou com ela por que ela desobedeceu? "
"Não Juju, não precisou... tua tia aprendeu uma lição para nunca mais esquecer: nunca brinque perto de buracos!"
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