segunda-feira, 18 de julho de 2016

Qual filho eu amo mais?



Quando Pedrinho nasceu, tive muito medo de mudar minha atitude com a Joana. Durante 3 anos ela foi o centro das atenções, e de repente estava ali o Pedro.

Sim, porque a fase da gravidez para eles, não faz tanta diferença quanto imaginamos. Depois do bebê nascer, é que eles sentem na pele a diferença. Além do meu cansaço, ela percebeu a ausência de espaço no meu colo.

Foi aí que eu realmente parei para avaliar minha conduta e ver como eu devia agir. Nesse momento escrevi o "contrato de maternidade". Decidi que eu seria única para cada um, como indivíduos que eles são. Cada um deveria receber a mesma dose de mim. Quando estou com menos para dar, explico aos dois. Mesmo que por enquanto, apenas um entenda. Mas ela percebe que não estou favorecendo ninguém.


Um é tratado como "grande" e todas as vantagens que isso trás. O outro como "bebê" com todos os benefícios que tem direito.



O mais engraçado foi a reação do meu marido... Ele dizia " mas o bebê não faz nada" rsrss não sabe brincar...

Ele já se tinha habituado a uma criança interagindo. Reaprendeu que, ela para responder, teve que ser adequadamente estimulada. Com Pedro não podia ser diferente.

Mesmo que o bebê não se lembre, as memórias estão lá, e são responsáveis pelo que sente em relação a nós e ao mundo, hoje e amanhã. Os abandonos, os carinhos, os sorrisos e a paciência demonstrada. 





Criança não entende bem as indiretas (até hoje, eu não entendo) e principalmente, não interpreta os gestos como nós. Por isso, além de boa conduta e atenção, temos sempre que falar, com palavras adequadas à idade, do enorme prazer que temos em sua companhia e o quanto os amamos.

Eles precisam disso... confesso que as vezes, eu também.
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