Por favor, não me toque.
“Se sua intenção é apenas ser simpático e gentil, então seja, da melhor maneira, diga oi e dê tchau, não exija sorrisos nem conversas. Se não gostar de minha atitude, não me chame de menina feia ou malcriada. Essa sou eu, e gostaria de ser respeitada.”
(Com certeza, é o que ela diria)
Sou mãe de uma adorável e inteligente menina de 4 anos e meio, que não suporta ser tocada. Algumas vezes, não gosta de ser olhada fixamente. Ela é assim, não é uma questão de habito. É sua personalidade e eu a apoio.
Muito criativa, uma comunicadora nata. Sabe se expressar, tem prazer em ajudar e é bastante empática. Mas não tolera que invadam sua privacidade, que violem seu espaço.
Porque eu deveria insistir para que ela cedesse?
Os valores apresento com meus bons exemplos. Ensino e exijo que cumprimente com “Olá” ou “bom dia”, como manda a boa educação, mais do que isso não.
Se quer entrar no circulo pessoal de minha filha, você deve ser convidado.
Me parece tão obvio, mas infelizmente para muita gente, com quem nos deparamos todos os dias não é.
Desde apertões de bochecha à pedidos de beijinhos forçados, ela todos os dias passa por constrangimentos que a deixam muito frustrada, e impotente chora ou grita. Depois a ofendem, chamam-na de feia ou mal educada. Ela foi mal educada?? Será?
O problema é que ela se sente violada mas ao mesmo tempo culpada. Afinal ela “deveria” ser simpática e ceder. Ela é criança e assim as crianças devem ser… devem?
Criança bem educada senta no colinho e dá beijinho no velhinho de vermelho no shopping. Criança bem comportada, da beijinhos em todo mundo e diz uma gracinha simpática enquanto oferece sua boneca para brincarem.
Não, não é essa a educação que ensino e esse não é o tipo de simpatia que eu exemplifico.
“Estou cansada de me sentir culpada por não me permitir ser abusada.”
Estou formando uma mulher que não deve se sentir culpada por não pertencer aos “padrões”, por mais que todos insistam em dizer quem e como ela deve ser, ou como deve viver.
Dou armas para que ela tenha um caráter bom, mas sem ser submissa a uma sociedade com valores e morais volúveis que de seculo em seculo se alteram.
Filha, seja você. Mamãe te apoia!
Por: Dra Stephanie Matos
Stephanie Matos.
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Educando para a vida
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