quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Violência doméstica... o que o pai do meu filho me faz!


Por muitos anos vivi com medo, sempre pensando que era a errada.
Com minha mãe, fui espancada calada, pensava "eu mereço"... nem sempre eu fazia o que era certo... Travessa, desobediente, irreverente. Se eu abrisse a boca para falar com uma professora sobre isso, ou mesmo uma amiga, era porque eu, uma menina de 7 anos, não era de Deus... família religiosa.
Quando pude, corri o máximo que pude desta mãe.

Ao correr encontrei alguém para formar uma família, que cuidaria de mim e me protegeria, até que...
Eu não podia ser eu. Proibida de rir, brincar, conversar, "isso é coisa de puta".
Tentei sair, fugir, nunca fui boa em me defender... Erro muito, não presto. Assim fui ensinada e convencida que eu sou a menina má!

Engravidei e fiquei presa nessa relação sem amor, carinho, educação, admiração, e o mais importante respeito.

Desde muito cedo aprendi que eu não sou gente...não mereço ser respeitada por ninguém. Ou porque sou criança, ou porque sou mulher, brasileira fora do país.
Ser simpática é coisa de puta.

Depois de anos tive coragem para pedir ajuda. Denunciei à policia, outro erro...
A ajuda, por parte das assistentes sociais e dos órgãos públicos, veio em forma de acusação, manipulação, coação e medo...

Fiquei presa dentro e fora de casa...
Agora além de ter que provar que eu não era puta, tinha que provar que eu tinha capacidade de ser mãe. Logo eu mãe apaixonada e entregue...que sempre priorizei meu maior tesouro, meu filho.

Já não tinha escolha, quiseram me  levar para uma centro de acolhimento, queriam me institucionalizar, me tratavam como burra. Eu era mais uma vez a coitada, a errada, a menina má! "ou você vem connosco agora, ou levaremos seu filho".

Minha vergonha era muita, mas eu ia ter que me expor, falar com minha família, e foi o que fiz.
Deus realizou o meu tão esperado sonho, minha irmã largou sua vida em outro país para
me salvar e dar para mim e meu filho uma família de verdade.

Hoje, 3 meses depois, ao invés de uma casa triste e sem vida, temos uma casa feliz e cheia de amigos. Não tenho palavras para agradecer!

Ainda tenho que lidar com perseguições... assistentes sociais que perderam uma "cliente", deixei de ser mais um número dentro das estatísticas de desgraçadas desamparadas... Nem todos gostaram disto. Na verdade, me proibiram de ir para casa da minha irmã... Disseram que eu ia me arrepender de ficar com ela.
Vocês a conhecem, é a Stephanie aqui do Mãe de Família.

O pai do meu filho, agora odeia minha irmã porque ela tirou-nos, meu filho e eu, do lixo em que estávamos vivendo.
Hoje, ela é ofendida e difamada diariamente por ele e talvez por mais gente.
Estamos bem, estamos felizes, nossa casa está sempre cheia de amigos com filhos e o cafezinho não falta.
Somos fieis ao que  de mais importante temos, nossa família.
Por Medyan Matos, mãe de família

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