sábado, 28 de maio de 2016

Meu bebê teve uma convulsão, e agora?



Ontem a noite, meu Pedro estava bem, brincando e feliz... e de repente deu um grito horrível, como se estivesse sendo eletrocutado. Corri e encontrei meu bebê de 1 ano e 1 mês de joelhos.
Peguei no colo, e vi que ele estava tremendo, com boca fechada bem apertada, a volta dos labios roxo, apertando os olhos e gemendo como se estivesse sufocando. Me apercebi que era uma convulsão. A primeira e espero que última!
Ele há dois dias que estava com febre e eu tratando com paracetamol e ibuprofeno. 
Aquela hora eu sabia que ele tinha um pouco de febre (38.5°)...mas como tinha dado ibuprofeno há 2 horas, não me preocupei muito. Um terrível erro que NUNCA mais espero cometer.

Assim que me apercebi da convulsão, coloquei-o no sofá, com a cabeça de lado. E ainda meio desesperada, pedia a Deus que aquilo acabasse.
Eu também tinha convulsões quando pequena, e sei que o risco é 4 vezes maior, de meus filhos terem.

Mas e agora?
Fomos para o hospital.
Normalmente depois de uma crise, que não costuma durar mais que 5 minutos, (eternos 5 minutos) o ideal é ir ao medico para averiguar nesse primeiro momento a causa da febre, descartar a possibilidade de meningite ou encefalopatia. Depois da crise ele dormiu por uns 20 minutos, muito calminho, mas bem. Depois acordou brincando.

Mantemos o tratamento, apenas adicionamos a opção do metamizol sódico 300mg (dipirona infantil) que deve ser usado apenas em situações extremas. E o diazepan pediátrico supositório que deve ser usado imediatamente a seguir crise para evitar que tenha outras.

Faz mal ele ter convulsões? Ele vai ter danos neurológicos?
Graças a Deus, os estudos dizem que não. E que mesmo que assustadores para nós, não acarreta danos maiores ao sistema nervoso da criança. Na verdade, eu aprendi a ler sozinha perto dos 3 anos de idade, e tive muitas convulsões.

Agora é vigilancia total, sem esquecer o turno da noite. Intercalando os antipiréticos (remédio para febre) e tratar com amoxicilina pediátrico a infecção que está causando a febre.

Daqui em diante ele pode ter mais?
O risco é maior nos próximos 6 meses. E infelizmente pode acontecer até os 6 anos.

Depois disso ele vai ser epilético?
Não obrigatoriamente. Mas sim, existe uma possibilidade.
Eu não tenho, minha mãe e irmã também tinham convulsões quando criança e não sofrem de nenhum problema de saúde. As convulsões tem um forte fator genético.
E assim foi... agora estamos bem. Espero que este texto te ajude.
Deixo aqui um link da sociedade portuguesa de neuropediatria, com um texto bastante completo.

Para medir a Febre e não se esquecer da hora dos remedios, recomendo Oblumi Tapp.
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